12 novembro 2015

Motivar para estudar


Já aqui deixei algumas informações sobre como organizar um plano de estudo, bem como no facebook, no entanto, penso que nunca é demais, principalmente quando os resultados dos primeiros testes chegam e podem originar alguma frustração face a expectativas (dos pais, educadores, professores e até mesmo do próprio aluno).e não é nada disso que se pretende.

O aluno, deve ter o seu próprio cronograma de estudo, face ao seu horário, disciplinas e tempos livres. Aprender a gerir tempo para estudar nem sempre é fácil, principalmente para os alunos de 5º ano que estão pela primeira vez a lidar com muitas disciplinas ao mesmo tempo. No cronograma, o aluno deve estipular o horário específico para estudar cada disciplina e os seus conteúdos programando assim o tempo a que se vai dedicar. Sugiro 30 minutos para cada disciplina com um intervalo entre elas de 15 minutos para descansar, esticar as pernas, beber água. Nada de estímulos visuais por perto, tais como o telemóvel, o computador ou tabblet ligados, o ideal é ter todos os equipamentos longe de alcance, enquanto se dedica ao foco do que aprendeu no dia. Isto é o pretendido, ir estudando diariamente sobre a matéria que está a ser transmitida em sala de aula. Sublinhar a matéria relevante e ir passando para um caderno de estudo (diário de casa), colocando a informação mais importante, a que se destaca, separando o essencial do acessório. Usar apenas uma cor no marcador para não apelar à dispersão. Aconselho alternar entre uma matéria teórica e outra mais prática como é o caso da matemática, de forma a que o cérebro se adapte face à matéria estudada da disciplina anterior. Não exceder esses 30 minutos, pois mais tempo corre-se o risco da atenção dispersar, e não é o pretendido.

Podem ajudar em casa a desenhar um cronograma, e afixar na parede ou num quadro de informações. Aqui o que é pretendido é desenvolver o compromisso de trabalho. Não somente correr atrás de resultados, ir percebendo o que está a prender, apontar dúvidas no caderno e colocar ao professor (também é uma forma de manter o professor motivado em dar aulas, preparar a matéria de forma mais cativante à medida que vai conhecendo a dinâmica da turma).
Quanto maior for a organização e o empenho em seguir o horário estipulado para o estudo, mais natural será, mesmo ao mais relutantes na hora de se sentarem a ler.
Nos momentos em família tentem criar pontes entre a matéria dada e a realidade, no passeio, numa visita a um museu, num supermercado. Quanto mais real e concreto no dia a dia se tornar, mais estimulante se torna, e o aluno vai promovendo também assim a auto-estima necessária para se entregar a esta tarefa.

Quando for tempo de descansar ou dedicarem-se ao lazer, que seja com o mesmo foco, ou seja, a sensação de dever cumprido permite uma maior entrega também à descontracção, e aos poucos a rotina entra facilmente na vida do estudante.

crédito imagem| pinterest


11 novembro 2015

jogo de memória


Há formas divertidas de estimular a concentração e consequentemente a memória. Esta ideia chamou a minha atenção, porque pode ser feita em casa por educadores, professores e técnicos (basta encontrar um pouco de tempo). Ainda para mais o material é simples e de fácil aquisição. Este memo onde escolhemos as fotografias que entendermos pode assim estimular o foco (sendo esse o objectivo) e recordar momentos agradáveis. Para os mais velhos, os seniores, pode muito bem ser usado para  mesmo efeito, estimular o o foco e recordar momentos agradáveis, incitar a memória, treinando o cérebro e reforçando as emoções de bem estar e auto estima.

Jogo de memória em madeira
Material:
12 círculos em madeira
tinta à escolha para pintar
12 fotografias de cada imagem escolhida (2 de cada)

Imprimir 12 fotografias (2 de cada), ou caso não o possa em casa, fazer num local apropriado. Pintar os círculos de madeira com as cores escolhidas, pintando 2 círculos na mesma cor e deixar secar, não esquecer no entanto que as fotografias serão coladas ao acaso independentemente da cor do círculo.
Um jogo divertido para jogar com os mais novos e graúdos.


crédito de imagem|Dear Lizzy

10 novembro 2015

Trabalhando a concentração



Tal como o corpo, o cérebro deve ser exercitado e reforçado através de alguns exercícios de forma a estimular o foco, a memória e a concentração. 
Tenho vindo a aplicar este tipo de exercícios estimulando a concentração e o foco, principalmente no caso de hiperatividade. No entanto estes e outro tipo de exercícios e jogos, podem ser aplicados a quem necessite de reforçar o foco (alunos que demonstrem dispersão, distracção, alheados do momento presente) e até mesmo a idosos que vão perdendo a capacidade de concentração e memória. Ao procurar a letra ou palavra ou o número (consoante o tipo de exercício) obrigamos o cérebro a focar o essencial, a treinar momentos de concentração em que não nos podemos distrair para encontrar o que procuramos. quando encontramos, surge também uma sensação de concretização sobre o objectivo pretendido estimulando a continuar e melhorar essa nossa capacidade.

créditos destes exercícios aqui e aqui



Aterrámos na Holanda e agora?...


Olhar para a diferença, para a dificuldade em aprender em ajuste ao que achamos 'normal' é mais ou menos descrito por este texto traduzido do trabalho de Corinne Smith e Lisa Strick 

'Frequentemente sou solicitada a descrever a experiência de criar um filho portador de deficiência, para tentar ajudar as pessoas que nunca compartilharam dessa experiência única a entender, a imaginar como deve ser. É mais ou menos assim... 
Quando você vai ter um bebé, é como planear uma fabulosa viagem de férias - para a Itália. Você compra uma penca de guias de viagem e faz planos maravilhosos. O Coliseu. Davi, de Michelangelo. As gôndolas de Veneza. Você pode aprender algumas frases convenientes em italiano. É tudo muito empolgante. 
Após meses de ansiosa expectativa, finalmente chega o dia. Você arruma suas malas e vai embora. Várias horas depois, o avião aterra. A comissária de bordo chega e diz: "Bem-vindos à Holanda". 
"Holanda?!? Você diz, "Como assim, Holanda? Eu escolhi a Itália. Toda a minha vida eu sonhei ir à Itália." 
Mas houve uma mudança no plano de voo. Eles aterraram na Holanda e é lá que você deve ficar. 
O mais importante é que eles não te levaram para um lugar horrível, repulsivo, imundo, cheio de pestilências, inanição e doenças. É apenas um lugar diferente. 
Então você deve sair e comprar novos guias de viagem. E deve aprender todo um novo idioma. E vai conhecer todo um novo grupo de pessoas que nunca teria conhecido. 
É apenas um lugar diferente. Tem um ritmo mais lento do que a Itália, é menos vistoso que a Itália. Mas depois de você estar lá por um tempo e respirar fundo, você olha ao redor e começa a perceber que a Holanda tem moinhos de vento, a Holanda tem tulipas, a Holanda tem até Rembrandts. 
Mas toda a gente que você conhece está ocupado a ir e a voltar da Itália, e todos se gabam de quão maravilhosos foram os momentos que eles tiveram lá. E toda sua vida você vai dizer "Sim, era para onde eu deveria ter ido. É o que eu tinha planeado." 
E a dor que isso causa não irá embora nunca, jamais, porque a perda desse sonho é uma perda extremamente significativa. 
No entanto, se você passar sua vida de luto pelo facto de não ter chegado à Itália, você nunca estará livre para aproveitar as coisas muito especiais e absolutamente fascinantes da Holanda.'

02 novembro 2015

Foco na Tarefa x Foco no Resultado


Quando não se obtém o resultado esperado, é necessário observar e mudar o foco na tarefa. O foco na tarefa e nos resultados devem estar alinhados.

22 outubro 2015

Educação Sensorial


Aprendemos através dos sentidos. Utilizamo-os a toda a hora percepcionando o mundo que nos rodeia. Por detrás de cada sentido está um órgão que comunica com o nosso cérebro e nos permite apreender conceitos, situações, vivenciando e lidando com o que vamos sentindo. Aprendemos todos os dias por meio destes órgãos e em situação de dificuldade podemos estimulá-los, treiná-los. Desta forma podemos através de jogos sensoriais enriquecer o sistema cognitivo da criança, bem como emocional, social e físico.


20 outubro 2015

Mindfulness como ajuda no défice de atenção


Temos vindo a escutar cada vez mais os benefícios do mindfulness. Uns mais cépticos do que outros, mas todos falam e escutam.
E se esta (nova) forma de meditar, esta nova forma de estar no momento presente, de prestar atenção a um objecto ou pensamento no momento presente sem avaliação do mesmo, viesse trazer um benefício a crianças que sofrem de distúrbios de atenção. E se podermos aproveitar e ensiná-la em salas de aula, em casa, em comunidade para que aprendam a aquietar a mente, o corpo e desse modo ganhar espaço para uma aprendizagem mais livre e segura, devolvendo  ao aluno a confiança em aprender e até mesmo à sociedade onde se insere. Claro que para crianças hiperativas ou com défice de atenção os exercícios têm de ser ajustados e mais curtos, mas com o intuito de progressivamente irem aumentando o seu intento. Mas, porque não começar a incorporar em sala de aula, em consulta, em casa, em actividades simples os exercícios de mindfulness adaptados para crianças com dificuldades na aprendizagem cuja maior perturbação incide no défice de atenção e foco.

Este artigo fala um pouco sobre como pode ser benéfico. Atenção, que não pretende substituir estratégias ou técnicas desenvolvidas para a melhoria do estado da criança, mas pode ser mais uma grande ajuda nesse caminho.