10 novembro 2015

Aterrámos na Holanda e agora?...


Olhar para a diferença, para a dificuldade em aprender em ajuste ao que achamos 'normal' é mais ou menos descrito por este texto traduzido do trabalho de Corinne Smith e Lisa Strick 

'Frequentemente sou solicitada a descrever a experiência de criar um filho portador de deficiência, para tentar ajudar as pessoas que nunca compartilharam dessa experiência única a entender, a imaginar como deve ser. É mais ou menos assim... 
Quando você vai ter um bebé, é como planear uma fabulosa viagem de férias - para a Itália. Você compra uma penca de guias de viagem e faz planos maravilhosos. O Coliseu. Davi, de Michelangelo. As gôndolas de Veneza. Você pode aprender algumas frases convenientes em italiano. É tudo muito empolgante. 
Após meses de ansiosa expectativa, finalmente chega o dia. Você arruma suas malas e vai embora. Várias horas depois, o avião aterra. A comissária de bordo chega e diz: "Bem-vindos à Holanda". 
"Holanda?!? Você diz, "Como assim, Holanda? Eu escolhi a Itália. Toda a minha vida eu sonhei ir à Itália." 
Mas houve uma mudança no plano de voo. Eles aterraram na Holanda e é lá que você deve ficar. 
O mais importante é que eles não te levaram para um lugar horrível, repulsivo, imundo, cheio de pestilências, inanição e doenças. É apenas um lugar diferente. 
Então você deve sair e comprar novos guias de viagem. E deve aprender todo um novo idioma. E vai conhecer todo um novo grupo de pessoas que nunca teria conhecido. 
É apenas um lugar diferente. Tem um ritmo mais lento do que a Itália, é menos vistoso que a Itália. Mas depois de você estar lá por um tempo e respirar fundo, você olha ao redor e começa a perceber que a Holanda tem moinhos de vento, a Holanda tem tulipas, a Holanda tem até Rembrandts. 
Mas toda a gente que você conhece está ocupado a ir e a voltar da Itália, e todos se gabam de quão maravilhosos foram os momentos que eles tiveram lá. E toda sua vida você vai dizer "Sim, era para onde eu deveria ter ido. É o que eu tinha planeado." 
E a dor que isso causa não irá embora nunca, jamais, porque a perda desse sonho é uma perda extremamente significativa. 
No entanto, se você passar sua vida de luto pelo facto de não ter chegado à Itália, você nunca estará livre para aproveitar as coisas muito especiais e absolutamente fascinantes da Holanda.'

02 novembro 2015

Foco na Tarefa x Foco no Resultado


Quando não se obtém o resultado esperado, é necessário observar e mudar o foco na tarefa. O foco na tarefa e nos resultados devem estar alinhados.

22 outubro 2015

Educação Sensorial


Aprendemos através dos sentidos. Utilizamo-os a toda a hora percepcionando o mundo que nos rodeia. Por detrás de cada sentido está um órgão que comunica com o nosso cérebro e nos permite apreender conceitos, situações, vivenciando e lidando com o que vamos sentindo. Aprendemos todos os dias por meio destes órgãos e em situação de dificuldade podemos estimulá-los, treiná-los. Desta forma podemos através de jogos sensoriais enriquecer o sistema cognitivo da criança, bem como emocional, social e físico.


20 outubro 2015

Mindfulness como ajuda no défice de atenção


Temos vindo a escutar cada vez mais os benefícios do mindfulness. Uns mais cépticos do que outros, mas todos falam e escutam.
E se esta (nova) forma de meditar, esta nova forma de estar no momento presente, de prestar atenção a um objecto ou pensamento no momento presente sem avaliação do mesmo, viesse trazer um benefício a crianças que sofrem de distúrbios de atenção. E se podermos aproveitar e ensiná-la em salas de aula, em casa, em comunidade para que aprendam a aquietar a mente, o corpo e desse modo ganhar espaço para uma aprendizagem mais livre e segura, devolvendo  ao aluno a confiança em aprender e até mesmo à sociedade onde se insere. Claro que para crianças hiperativas ou com défice de atenção os exercícios têm de ser ajustados e mais curtos, mas com o intuito de progressivamente irem aumentando o seu intento. Mas, porque não começar a incorporar em sala de aula, em consulta, em casa, em actividades simples os exercícios de mindfulness adaptados para crianças com dificuldades na aprendizagem cuja maior perturbação incide no défice de atenção e foco.

Este artigo fala um pouco sobre como pode ser benéfico. Atenção, que não pretende substituir estratégias ou técnicas desenvolvidas para a melhoria do estado da criança, mas pode ser mais uma grande ajuda nesse caminho.

19 outubro 2015

Para trabalhar a memória


Imagem| Pinterest

Discalculia. Sintomas


Dificuldades de Aprendizagem


Dificuldades de Aprendizagem, o que são?

De uma forma sucinta as dificuldades de aprendizagem reflectem a  incapacidade ou o impeditivo para a aprendizagem da leitura, da escrita,  do cálculo ou para a aquisição de capacidades sociais. Deste modo, o aluno pode apresentar problemas na resolução de algumas tarefas escolares e serem ‘fabulosos’ a resolverem outras, significando que podem ter uma inteligência média ou acima desta, apresentando  um bloqueio na aprendizagem em determinada tarefa ou área.

A definição que parece ser a mais aceite internacionalmente, é a que figura na Public Law 94-142, hoje denominada Individuals with Disabilities Education Act (IDEA), diz o seguinte:

‘ Dificuldades de aprendizagem específica’ significa uma perturbação num ou mais dos processos psicológicos básicos envolvidos na compreensão ou utilização da linguagem falada ou escrita, que pode manifestar-se por uma aptidão imperfeita de escutar, pensar, ler, escrever, soletrar, ou fazer cálculos matemáticos. O termo inclui condições como problemas perceptivos, lesão cerebral, disfunção cerebral mínima, dislexia e afasia de desenvolvimento. O termo não engloba as crianças que têm problemas de aprendizagem resultantes principalmente de deficiências visuais, auditivas ou motoras, de deficiência mental, de perturbação emocional ou desvantagens ambientais, culturais ou económicas (Federal Register, 1977, p.65083, citado por Correia, 1991), (Correia, L.M. Dificuldade de Aprendizagem, Biblioteca Digital).