01 julho 2015

Autismo. De que forma o psicopedagogo pode ajudar.



Falemos hoje um pouco sobre o autismo. Trata-se de um síndrome por ter um conjunto de sintomas ao nível da interacção social, uso da comunicação e da imaginação. Não tem cura. O psicopedagogo funciona como agente inclusivo na escola e sociedade, um mediador entre o aluno-escola-família facilitando a comunicação com estes dois pilares no desenvolvimento do autista. Saiba que na sala de aula o psicopedagogo pode ser um mais valia no sentido de elaborar estratégias de ensino que podem ser adaptadas, desenvolvendo um plano que vá ao encontro da necessidade individual. O desafio é precisamente o de conseguir adaptá-lo para que a aprendizagem seja funcional, que estimule o desenvolvimento da autonomia da criança/indivíduo autista. É importante que o psicopedagogo conheça quais são as limitações e quais os desafios a serem incluídos no dia a dia de modo a elaborar uma proposta pedagógica individualizada e ao mesmo tempo que não altere a dinâmica do grupo. Por exemplo, ajustar o quadro diário das tarefas a desenvolver, estabelecendo as rotinas do dia utilizando figuras para que seja compreensível para o autista, permite uma maior relevância no seu desenvolvimento. A decoração da sala de aula também pode ser ajustada, diminuindo a poluição visual e reforça o foco pretendido, não só pelo autista mas por todos os alunos da turma. É importante que haja uma boa comunicação com o professor, permitindo uma relação de trabalho em sala mais acessível e plena. O psicopedagogo pode orientar o professor na confecção de materiais que facilitem uma melhor compreensão e aprendizagem do aluno autista inserido numa turma regular que também por sua vez poderá usufruir deste plano adaptado, contrapondo a ideia de que pode ser prejudicial aos alunos sem perturbações ou dificuldades. É importante organizar e estruturar os materiais devido à tríade imaginação, comunicação e comportamento, porque o autista não sabe brincar, criar e jogar como os alunos regulares. O psicopedagogo deve sempre trabalhar no sentido de minimizar as limitações e maximizar as potencialidades, não esquecendo de estruturar uma intervenção adequada considerando as características individuais do aluno (paciente).

Ficam aqui apenas alguns traços de um caminho a ser trabalhado. Em breve mais informação irei disponibilizar, com algumas actividades e ideias para materiais a fazer no futuro caso achem pertinentes de utilizarem.
imagem| google

19 junho 2015

Tarefas que se podem transformar num jogo de brincar



Sabemos que se torna mais fácil para as crianças pequenas aprenderem e colaborar através de jogos e do brincar. As tarefas que lhes vamos pedindo de acordo com o grau de desenvolvimento podem deixar de ser um tormento para pais e até mesmo professores e educadores quando lhes apresentamos o pedido em forma de desafio, de jogo, de brincadeira. A participação torna-se mais alegre, mais disponível, e começam a ganhar esse hábito de entre ajuda, de colaborar, o espírito de equipa começa a ganhar forma em tenra idade, aprendem através deste brincar. Por vezes debatemo-nos porque desejamos que as crianças comecem a ter algum sentido de responsabilidade e muitas vezes deparamo-nos com situações menos fáceis, de birras, de desmotivação, e de algum cansaço. Um local organizado permite uma maior tranquilidade e nesse sentido uma melhor predisposição à aprendizagem. As crianças, como disse anteriormente, de acordo com a sua idade e grau de desenvolvimento têm maior facilidade de colaborar se sentirem que participam num jogo, além disso podem usufruir da companhia e presença dos pais e educadores que os ajudam a crescer.
Há diversas tarefas apropriadas que as crianças podem fazer na fase da arrumação em casa ou na escola, dependendo da situação (no caso da escola, em sala de aula por exemplo, na hora de organizar material ou de o arrumar). 
Pense em criar tabelas com diferentes actividades para cada semana. Para diversificar, escreva todas as tarefas em pedaços de papel e coloque-os dentro de um copo ou taça. Peça para que as crianças sorteiem pedaços de papel do copo ou da taça e desenhe o esquema semanal com essas tarefas. As tarefas serão completamente aleatórias, e assim cada um fica com uma diferente em cada semana.


Jogos de limpeza

Depois de decidir em quais tarefas as crianças podem ajudar na limpeza da casa, é hora de deixar essas actividades com ar de brincadeira. As sugestões podem ser adaptadas para os jogos de limpeza de acordo com a idade, do interesse e das habilidades das crianças.
Roupa suja
Separe as meias das roupas que acabou de lavar e desafie quem consegue encontrar mais pares no menor espaço de tempo.
Desafie quem dobra as camisolas mais rápido.
Brinque ao serviço de entrega de roupa para guardar as que estão limpas nos armários e gavetas.
As crianças mais pequenas vão gostar de aprender a apertar os botões da máquina de lavar.

Limpeza do quarto
Brinque às lojas, faça pedidos dos itens que estão no chão e devem ser entregues à prateleira ou à caixa de brinquedos.
Escolha uma música que eles gostem e aumente o som e dancem enquanto arrumam a cómoda.
Use um cronómetro e ofereça um prémio para quem terminar primeiro de arrumar o próprio quarto.
Pratique habilidades com bolas de roupas, colocando as peças sujas no cesto de roupa a uma determinada distância.

Limpeza da cozinha
limpem fantasiados de empregados de mesa ou mordomos de uma mansão (a vossa).
Faça com que as crianças se sintam num filme de acção dando-lhes missões para cada uma.

Compre equipamentos de limpeza de brinquedos de cores coloridas (para os mais pequenos).
Finja que está a fazer um anúncio de um produto de limpeza que está autilizar.

Uso de tabelas de recompensa
As crianças respondem bem a elogios e reconhecimentos, é importante que o faça. Se elas sentirem que fizeram um bom trabalho e se divertiram, é provável que queiram continuar a participar nas tarefas de casa (ou escola). Uma maneira de reforçar positivamente as actividades é criar uma tabela de recompensas para elas, com uma estrela ou uma cara feliz para cada tarefa concluída com êxito. Uma semana com todas as tarefas concluídas pode gerar uma recompensa, como o prato favorito dela, um passeio a um local desejado, ao parque para fazer um picnic em família, uma actividade diferente do habitual, uma sessão fotográfica feita em família, etc.


Imagem retirada do google







18 junho 2015

Brincar vs Crianças Inteligentes e Felizes


As brincadeiras na infância permitem que as crianças cresçam mais inteligentes e felizes, e que, enquanto adultos, se o souberem fazer de forma continuada, se tornem mais inteligentes, explica Stuart Brown, fundador do National Institute for Play, como noticia a publicação do Sapo Lifestyle, O Nosso Bebé.
O investigador defende que brincar faz bem à saúde. De acordo com o psiquiatra internacional, é grande a importância das descobertas científicas que têm surgido em torno dos primeiros contactos entre as mães e os seus bebés, conforme revela numa conferência no TED.
“Quando a mãe e a criança cruzam os seus olhares e a criança tem idade suficiente para sorrir, o que acontece – espontaneamente – é uma grande alegria por parte da mãe. E ela começa a balbuciar e a sorrir, e assim também faz o bebé”, diz Stuart Brown.

Por isso aproveitem ao máximo cada momento de lazer, principalmente agora que terminou o ano lectivo. Descontrair, rir, brincar e conviver são a regra de ouro nas férias.

17 junho 2015

Saliente mais o que acertou do que errou


Em vez de salientar que o aluno cometeu 3 ou 5 erros, opte por realçar que acertou em 95 ou 97 palavras. Promova a motivação reforçando pela positiva, pelo que conseguiu fazer e pode ainda melhorar. O mesmo pode ser feito em casa, pelos pais e educadores. Aquando acompanha o seu filho em casa num ditado ou apenas num texto que ele escreveu, seja devido a TPC ou porque lhe pediu, seja cuidadoso na maneira como vai alertar para os erros a serem corrigidos. Comece a elogiar a quantidade de palavras que conseguiu escrever sem qualquer tipo de falha, na pontuação que na maior parte do texto está aplicada correctamente. Depois, com afecto no discurso, alerte para os erros, ajude-o a verificar num dicionário como se escreve a palavra de forma correcta, aponte para o facto de que essa palavra tem também uma explicação, sinónimos e que pode ser utilizada noutro contexto. O mesmo se pode passar numa sala de aula com os alunos, principalmente aqueles que se desmotivam facilmente, e ganham receio em falhar. Lembrar que é através do erro que se vai acertando, corrigindo e melhorando. Opte por um discurso positivo, quebre a forma como a sociedade tem vindo a transmitir saber. Chegar mais perto do aluno, filho, indivíduo, por meio de afecto, não significa fraqueza, pode manter a firmeza na transmissão de saber, elogiando o que já consegue fazer, reforçando que há um caminho a melhorar, e que com o tempo, ele vai conseguir da mesma maneira que já conseguiu tantos outros feitos.

04 junho 2015

Alimentação vs Concentração


Todos nós sabemos que uma alimentação saudável e equilibrada permite um melhor desempenho nas atividades pedagógicas.  E mesmo que o ano lectivo esteja prestes a terminar, devemos manter esse equilíbrio. Há alimentos que  permitem um melhor desempenho do cérebro, aumentando a concentração e o poder de raciocínio. 
Nestas férias as crianças e adolescentes deverão brincar, relaxar, usufruir de tempos de lazer para descomprimir dos compromissos, exigências e objectivos propostos, mas deverão continuar munidos de uma rotina que lhes permita manter as capacidades adquiridas ao longo de um ano lectivo de trabalho.
Por isso não devem esquecer de continuar a comer com maior frequência estes alimentos que vos indico:

Leite (2 copos por dia)

Ovos, são um alimento muito rico em vitamina B12 que é importante na produção de glóbulos vermelhos e manutenção do sistema nervoso saudável.

Peixe, como por exemplo atum, o salmão e a sardinha, muito ricos em ómega 3, são óptimas opções para ajudar o cérebro a trabalhar melhor. Ómega 3 é a chamada gordura boa e também um dos componentes elementares da membrana externa das células cerebrais, através das quais se transmitem os sinais nervosos.

 Açafrão, uma especiaria que ajuda no foco e em atividades mais complexas.É um poderoso antioxidante, anti-inflamatório que ajuda na prevenção de doenças neurológicas além de combater os radicais livres ocasionados pelo stress.

Chocolate (de preferência o negro com maior teor de cacau)

Vegetais como o tomate (rico em vitaminas A, B e C) e beterraba (tem muita vitamina B e potássio). Os espinafres também são uma fonte de vitaminas, manganésio, ferro, fósforo e zinco. 

Bróculos, amigos da concentração, têm muita vitamina A e C, além de cálcio e potássio.

Óleos vegetais e sementes oleaginosas como as nozes.
Azeite, útil na melhoria do foco no trabalho, por possuir vitamina E.

Cereais como o arroz e o trigo.

Fruta que devem diversificar ao máximo, no entanto as bananas são ricas em ferro. Frutos vermelhos (morangos, amoras, framboesas, mirtilhos). Maçãs. Laranjas.

Fisetina é uma substância que existe nos frutos vermelhos e que desencadeia um processo que permite que o cérebro guarde memórias com maior facilidade e estabeleça relações mais fortes entre os neurónios, além de também estimular o amadurecimento das células nervosas. Além dos frutos vermelhos, a fisetina também existe nos espinafres, uvas, pêssegos e quivis.

Água (litro e meio de preferência)

Chá verde, possui flavonoides, o que facilita a irrigação das células, inclusive as do sistema nervoso. 

26 maio 2015

Hiperatividade


Como identificamos crianças hiperativas?

Uma vez que as crianças hiperativas constituem  um grupo muito amplo, diversificado e heterogéneo no que concerne a condutas manifestadas, os ambientes em que estas surgem e a causas que parecem justificar o aparecimento da conduta, é importante definir um critério ou critérios que possam enquadrar e diferenciar de outras crianças que possuam outro tipo de problemas.
Podemos dizer que o diagnóstico da hiperatividade fundamenta-se nos seguintes aspectos:

. Conjunto de sintomas básicos: falta de atenção, inquietude e mobilidade excessiva.
. A estimativa de gravidade dos problemas, tomando como referência a idade e o nível intelectual da criança.
. Avaliação do carácter permanente ou situacional das alterações.
.Observação directa dos sintomas.
. ausência de psicose e distúrbio afectivo.
. Início precoce e persistência dos sintomas.

A hiperatividade pode ser notada em várias fases do desenvolvimento da criança, seja quando ainda é bebé, ande no pré-escolar, escolar ou adolescência. No entanto, o mais comum e mais fácil de diagnosticar é no período pré-escolar, visto que nesta fase a criança mostra mais a sua inquietude em relação a tarefas que lhe foram propostas.

As várias fases no desenvolvimento de uma criança hiperativa.

O que vemos no comportamento hiperativo do bebé?
No bebé podemos verificar algumas características, tais como: 
- muito chorão e sem causa aparente
- inquieto
- apresenta dificuldade para conciliar o sono
- período de sono curto
- voracidade a mamar
- cólicas abdominais frequentes e exageradas
- persistente desconforto e insatisfação 

As manifestações anteriormente indicadas podem desaparecer após alguns meses, mas podem persistir sem interrupção até a idade pré-escolar ou mesmo além deste período. Deverá ser acompanhado por um pediatra de forma a verificar a evolução e também apoio aos pais que lidam com ele.

Consideramos que estamos perante uma criança hiperativa no pré-escolar quando a criança se mostra:
- inquieta
- impaciente
- tem um espírito destrutivo
- fala muito e rápido
- tem baixa tolerância à frustração
- não tem noção de perigo
- não se fixa muito num só brinquedo
- distrai-se com muita facilidade

NA escola, e dado que é nesta fase em que a criança nos chama mais a atenção para a hiperatividade, podemos ver sintomas como:
- ao brincar, não se conseguem fixar durante algum tempo numa determinada atividade
- mudam rapidamente de uma atividade para outra, acabando por se desinteressar com muita facilidade
- trocam de brinquedo frequentemente por não se satisfazerem por muito tempo com o mesmo
- têm um espírito destrutivo com objetos e brinquedos
- não conseguem ficar sentados à mesa durante a refeição
- vêem televisão por tempo limitado, e mesmo assim inquietos
- falam muito e mudam de assunto rapidamente sem concluírem o pensamento anterior
- têm dificuldade em acatar ordens

Num adolescente hiperativo podemos verificar alguns sintomas como:
- impaciência
- inquietude
- falta de adaptação social
- falta de energia para executar tarefas
- baixa auto-estima negativa

Como técnica psicopedagógica podemos utilizar o brincar e o jogo de forma a auxiliar na atenção, memória, foco e concentração da criança/adolescente/aluno com hiperatividade e com défice de atenção.

Através do jogo o indivíduo pode lidar consigo,reconhecer-se e aprender a concentrar-se mediante a tarefa que acaba por ser lúdica. Alguns dos jogos abaixo descritos permitem uma ajuda para outro tipo de tarefas solicitadas em casa ou na escola.

Puzzles
É um tipo de jogo/brinquedo que desafia o pensar, a inteligência. Estimula a concentração, memória e raciocínio.

Jogos de memória
O jogo de memória estimula o pensamento, a memorização, a identificação de figuras, o conceito do igual e do diferente, permitindo também a concentração no decorrer do jogo. Neste processo exercita-se  pensamento e a inteligência. 

Brinquedos e Livros
Os brinquedos que prendem a atenção e ajudam na coordenação motora ajudam na memória e hiperatividade.Os jogos de consola devem ter um tempo limite de utilização.
Nos caso dos livros e de forma a incentivar a leitura, deve-se escolher livros com letras grandes (no caso dos mais novos), frases curtas, com muitas figuras, de histórias curtas mas interessantes.

Jogos de Tabuleiro e cartas
Deverá ser levado em consideração o nível cognitivo da criança e a sua necessidade. São bons auxílios no raciocínio lógico de dedutivo, na atenção, concentração, memória, comunicação, leitura e compreensão,e interacção com o grupo. 


Imagem|Google

13 maio 2015

Inteligência Emocional


Sempre defendi a importância da Inteligência Emocional nos nosso dias. A Inteligência Emocional deverá ser estimulada o mais cedo possível nas crianças de forma a que ao longo do seu crescimento e desenvolvimento consigam lidar com o dia a dia e os desafios que se lhes são colocados. Lidar com as próprias emoções, sentimentos, permitirá tornarem-se num indivíduo mais forte e capaz ao longo do seu percurso de vida, enfrentando as adversidades com mais destreza. A autora transmite algumas estratégias a pais e profissionais que lidam com crianças desde o nascimento de forma a que aprendam a gerir melhor o seu dia a dia e a sua aprendizagem.

'Embora exija treino, existem várias formas de estimular a Inteligência Emocional nas crianças, sendo que esta pode e deve ser estimulada desde o nascimento, através das crescentes interações entre o bebé e as figuras de vinculação e, à medida que as crianças vão crescendo, através da qualidade das interações da criança com os outros. A vida diária é uma ótima escola de aprendizagem para o desenvolvimento da Inteligência Emocional, pelo que ajudar a criança a resolver os desafios que surgem diariamente será um excelente ponto de partida para criar uma criança emocionalmente inteligente. Os pais ou cuidadores estão na primeira linha de ação enquanto preparadores emocionais dos seus filhos.´

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