11 maio 2015

Discalculia


Comunicação (entre aluno e professor)


A comunicação em sala de aula durante o processo de ensino e aprendizagem é muito importante. O discurso do professor sobre um determinado tema pode por vezes falhar ou estar desajustado de acordo com a apreensão de cada indivíduo. Pode acontecer, afinal trata-se de uma turma com um número elevado de alunos e nem sempre é possível ajustar  a aula a cada um de forma individual. Após um primeiro diagnóstico das eventuais dificuldades e um plano de intervenção, a orientação do psicopedagogo e seu trabalho articulado com o do professor titular ou o profissional responsável pelo apoio ao aluno, poderá criar uma oportunidade de melhoria no desempenho do mesmo. A forma de transmitir a matéria, ensinar ou criar novas estratégias, o reforço no ensino tem de ser sentido como uma mais valia no caminho da aprendizagem.  Essa comunicação é fundamental. É importante esta  parceria entre ambos os profissionais (psicopedagogo, professor titular e/ou professor de apoio) que pretendem acima de tudo o desbloqueio do que possa estar a impedir a compreensão, assimilação do conhecimento em sala de aula e fora dela. O apoio à direcção da escola, aos professores na adequação de estratégias psicopedagógicas ministrando os conteúdos de acordo com o desenvolvimento do grupo e do indivíduo, e também na comunicação com os pais, permite o que todos os envolvidos desejam, o bem estar e sucesso do aluno de acordo com o seu grau de escolaridade. 

O reforço e comunicação positivos, o romper a barreira da cultura e preconceitos são o caminho necessário. Focarmo-nos mais no que o aluno consegue e não tanto no que não consegue, ajustar a informação. Estimular um vínculo entre as partes e desenvolver trabalho a partir daí para que o aluno volte a interessar-se pelo que aprende, para que volte a ganhar entusiasmo ao escutar o professor e o que este lhe transmite. Sendo que também é importante o próprio profissional sentir que criou a metodologia correcta, as técnicas necessárias para que consiga celebrar o processo de ensino-aprendizagem.  


Créditos de imagem| shutterstock

28 abril 2015

Reforçar no dia a dia uma melhor aprendizagem


Para se obter resultados positivos junto da criança/adolescente que apresenta dificuldades nalguma temática a apreender, é necessário por parte das pessoas que lidam com ela (seja o terapeuta, professor, pais, educadores, etc.) sejam persistentes, não desanimem se os resultados não surgirem logo, principalmente quando surgirem novos insucessos após alguns sucessos. Deve dominar a matéria que a criança/adolescente vai aprender com a sua ajuda, estando à vontade com as técnicas/estratégias (educadores e professores). Saber observar e saber quando aplicar essas mesmas estratégias. Não se deve esquecer que as tarefas atribuídas devem ser diversificadas, aposte-se no improviso, nada melhor para a aprendizagem do que transformá-la numa brincadeira agradável. O cérebro adquire melhor conhecimento dessa forma. Ser objectivo numa determinada situação de aprendizagem é importante, de forma a não misturar emoções que interfiram nesse apoio dado, sendo que se uma estratégia não está a funcionar, procurar um outro caminho mais adequado que se adapte melhor e fomente o que é pretendido, a compreensão do que lhe é proposta e melhoria no dia a dia do indivíduo.

29 março 2013

Auto-estima vs Aprendizagem


Ao longo do desenvolvimento, as mensagens que a criança/jovem recebe durante a sua vida são responsáveis pela construção efectiva da sua auto-estima.
É necessário ser criado um clima de confiança, para que o aluno se sinta aceite, compreendido e respeitado. O aluno aprende melhor, quando se encontra satisfeito com a sua auto-imagem e quando se sente bem consigo próprio e em relação à escola. Nesse caso  o papel do professor torna uma referência contribuindo de forma positiva ou negativa no processo educacional. Contudo é extremamente importante o acompanhamento e envolvimento dos pais na vida escolar, bem como o estímulo inerente a todo o processo.
É importante a ambos os papéis (professor e família) transmitir credibilidade nas possibilidades e capacidades do aluno para que haja um bom desenvolvimento da auto-estima das crianças, incentivando e estimulando como valorizando o que o aluno faz, orientando no que ela ainda necessita melhorar, tendo em atenção um cuidado enorme nesse caminho. É importante valorizar as diferentes formas de expressão de cada um, dedicar-lhe tempo, carinho, respeito, atenção. Tanto o professor como a família deverá ter presente o quanto é importante a criança/jovem sentir-se amada, segura, respeitada e ser aceite tal como é de forma a que esta também consiga aceitar e respeitar. Porque quando a criança/jovem se encontra de bem com ela própria no seu todo e com o outro, está mais apta a lidar melhor com as dificuldades que vão surgindo ao longo da sua aprendizagem, e ter um bom desempenho nas áreas de conhecimento. Confiando nas suas capacidades saberá enfrentar qualquer dificuldade, obtendo melhores resultados.

26 março 2013

Actividades referentes à Discalculia

Alguns exemplos* de actividades a serem desenvolvidas com crianças que apresentem discalculia.










* Retirados do livro 'Dificuldades de aprendizagem específicas' de Diana Tereso Coelho

20 março 2013

Linguagem escrita vs Linguagem matemática




É importante perceber a linguagem escrita no aprender a ler matemática (principalmente nos primeiros anos do ensino básico), e deve ser encarado como um dos objectivos da disciplina.
Sem dominar a linguagem necessária à apreensão de conceitos abstractos (e portanto extremamente dependentes da linguagem que os constrói) nos mais variados níveis, não pode haver desenvolvimento do pensamento matemático. Trata-se de uma segunda linguagem e aprender as regras sintácticas dessa nova língua é um dos grandes desafios a serem enfrentados para a aquisição dos conceitos matemáticos. A matemática é específica na leitura e escrita, suportando uma série de termos e sinais específicos na linguagem desta área do conhecimento. É por isso importante que o aluno se familiarize com a linguagem, símbolos próprios, encontrando sentido no que lê, compreendendo o significado das formas escritas que lhes são inerentes ao texto matemático, para que possa avançar confiante até ao resultado do que lhe é proposto.

Algumas estratégias que podem ser utilizadas no ensino básico:

  • Fazer uma simulação/dramatização na leitura do problema
  • Fazer tentativas (quantas necessárias)
  • Transformar num problema mais simples (usando uma linguagem mais acessível)
  • Descobrir um padrão
  • Fazer uma lista organizada
  • Trabalhar do fim ao princípio

15 março 2013

As novas tecnologias em auxilio


É cada vez mais sabido e nesta página  confirma-se, como as novas tecnologias podem ter um papel relevante e fundamental no apoio, reabilitação e estimulação quer cognitiva, motora e emocional de indivíduos com deficiência. Convido-vos a espreitar. Para os que já as utilizam, gostaria de saber o vosso parecer, para os que ainda não conhecem, tentem experimentar com os vossos alunos, pacientes, familiares e conhecidos, e verifiquem que resultados surtem dessa interacção. Acima de tudo que esta seja acompanhada, não só por um técnico, mas também por um familiar quando utilizadas em casa, é extremamente importante o reforço das relações inter pessoais, onde o cunho da auto-estima e potenciar o desenvolvimento estejam patentes.