As crianças disléxicas têm dificuldades em identificar
palavras impressas em letra de imprensa, e deste modo ler e escrever é difícil
para elas. Talvez consigam entender alguns conceitos, ideias lidos em voz alta, no
entanto ser-lhes-á difícil ler ou escrever algo usando as suas próprias palavras.
Têm dificuldade em se lembrar das palavras
completas. Enquanto os alunos de uma turma consegue juntar um conjunto de palavras, aprender a formar frases, as crianças com dislexia não reconhecerão muitas ou
mesmo nenhumas palavras, sendo bem mais difícil para elas ler e escrever.
A dislexia, quando não recebe uma atenção especial, torna-se
numa experiência dolorosa, mesmo noutros campos sem ser a da escola.
De forma a que possamos ajudar estes indivíduos a ter uma vivência
mais confortável e favorável, há que proceder
a um despiste o mais cedo possível, de forma a permitir mais tarde, na altura
em que dão entrada na escola, no 1º ciclo do ensino básico, um lidar com as
letras, números e signos mais prazeroso e estimulante, contrapondo a angústia,
desmotivação, raiva e mágoa que a maior parte sente quando se depara com a
diferença constatada entre os seus pares.
É de enorme ajuda saber diferenciar a lateralidade, a diferença entre a direita e a esquerda, antes mesmo de tentar aprender a ler e a escrever. Se uma criança não aprende da maneira como a ensinamos,
então cabe a nós ensiná-la da maneira como ela aprende, sendo importante que a
criança perceba o sentido de orientação para que mais tarde a tarefa de
aprender a ler não seja tão penosa.
É primordial um despiste na fase em que a criança se encontra
ainda no jardim de infância, pré-escola. Quanto mais cedo o despiste, mais
depressa poderá ser trabalhada a adaptação ao encontro com as letras, números,
conceitos que irá aprender aquando entrar
no 1º ciclo do ensino básico, de forma a que lhe seja permitido um maior gosto
pela aprendizagem, respeitando o seu próprio ritmo, e acima de tudo, lhe permita maior felicidade no dia a dia.