26 março 2013

Actividades referentes à Discalculia

Alguns exemplos* de actividades a serem desenvolvidas com crianças que apresentem discalculia.










* Retirados do livro 'Dificuldades de aprendizagem específicas' de Diana Tereso Coelho

20 março 2013

Linguagem escrita vs Linguagem matemática




É importante perceber a linguagem escrita no aprender a ler matemática (principalmente nos primeiros anos do ensino básico), e deve ser encarado como um dos objectivos da disciplina.
Sem dominar a linguagem necessária à apreensão de conceitos abstractos (e portanto extremamente dependentes da linguagem que os constrói) nos mais variados níveis, não pode haver desenvolvimento do pensamento matemático. Trata-se de uma segunda linguagem e aprender as regras sintácticas dessa nova língua é um dos grandes desafios a serem enfrentados para a aquisição dos conceitos matemáticos. A matemática é específica na leitura e escrita, suportando uma série de termos e sinais específicos na linguagem desta área do conhecimento. É por isso importante que o aluno se familiarize com a linguagem, símbolos próprios, encontrando sentido no que lê, compreendendo o significado das formas escritas que lhes são inerentes ao texto matemático, para que possa avançar confiante até ao resultado do que lhe é proposto.

Algumas estratégias que podem ser utilizadas no ensino básico:

  • Fazer uma simulação/dramatização na leitura do problema
  • Fazer tentativas (quantas necessárias)
  • Transformar num problema mais simples (usando uma linguagem mais acessível)
  • Descobrir um padrão
  • Fazer uma lista organizada
  • Trabalhar do fim ao princípio

15 março 2013

As novas tecnologias em auxilio


É cada vez mais sabido e nesta página  confirma-se, como as novas tecnologias podem ter um papel relevante e fundamental no apoio, reabilitação e estimulação quer cognitiva, motora e emocional de indivíduos com deficiência. Convido-vos a espreitar. Para os que já as utilizam, gostaria de saber o vosso parecer, para os que ainda não conhecem, tentem experimentar com os vossos alunos, pacientes, familiares e conhecidos, e verifiquem que resultados surtem dessa interacção. Acima de tudo que esta seja acompanhada, não só por um técnico, mas também por um familiar quando utilizadas em casa, é extremamente importante o reforço das relações inter pessoais, onde o cunho da auto-estima e potenciar o desenvolvimento estejam patentes. 

28 fevereiro 2013

Dislexia - Prevenir o quanto antes




As crianças disléxicas têm dificuldades em identificar palavras impressas em letra de imprensa, e deste modo ler e escrever é difícil para elas. Talvez consigam entender alguns conceitos, ideias lidos em voz alta, no entanto ser-lhes-á difícil ler ou escrever algo usando as suas próprias palavras.
Têm dificuldade em se lembrar das palavras completas. Enquanto os alunos de uma turma  consegue juntar um conjunto de palavras, aprender a formar frases, as crianças com dislexia não reconhecerão muitas ou mesmo nenhumas palavras, sendo bem mais difícil para elas ler e escrever.
A dislexia, quando não recebe uma atenção especial, torna-se numa experiência dolorosa, mesmo noutros campos sem ser a da escola.
De forma a que possamos ajudar estes indivíduos a ter uma vivência mais confortável e favorável, há que  proceder a um despiste o mais cedo possível, de forma a permitir mais tarde, na altura em que dão entrada na escola, no 1º ciclo do ensino básico, um lidar com as letras, números e signos mais prazeroso e estimulante, contrapondo a angústia, desmotivação, raiva e mágoa que a maior parte sente quando se depara com a diferença constatada entre os seus pares.
É de enorme ajuda saber diferenciar a lateralidade, a diferença entre a direita e a esquerda, antes mesmo de tentar aprender a ler e a escrever. Se uma criança não aprende da maneira como a ensinamos, então cabe a nós ensiná-la da maneira como ela aprende, sendo importante que a criança perceba o sentido de orientação para que mais tarde a tarefa de aprender a ler não seja tão penosa.
É primordial um despiste na fase em que a criança se encontra ainda no jardim de infância, pré-escola. Quanto mais cedo o despiste, mais depressa poderá ser trabalhada a adaptação ao encontro com as letras, números, conceitos que irá aprender  aquando entrar no 1º ciclo do ensino básico, de forma a que lhe seja permitido um maior gosto pela aprendizagem, respeitando o seu próprio ritmo, e acima de tudo, lhe permita maior felicidade no dia a dia.

12 março 2012

Parado mas não extinto...


Há muito que não escrevo neste cantinho...outros projectos surgiram pelo meio, mas este canto continuará a ser explorado, desenvolvido e partilhado por quem o escreve e por quem o lê. Quero saber quais as são as vossas dúvidas, que por vezes podem coincidir com as minhas enquanto técnica,  familiar de quem pode sofrer com dificuldade de aprendizagem, enquanto pai ou mãe. 
O que gostariam de ver discutido. Partilhem mais as vossas experiências, questões, peço-vos que me vão dando o vosso feedback para que possamos abordar temas, estratégias que permitam um dia a dia mais feliz e agradável àqueles que vivenciam todo o tipo de dificuldades, que se estende a todo o seu núcleo de convívio, seja este social, pessoal e/ou familiar.

11 outubro 2011

Elogio da Velhice


Surgem reunidos pela primeira vez neste volume os mais belos textos dos últimos anos de Herman Hesse.
Cumprida boa parte da obra que o consagrou, Hesse dedica-se aqui ao último desafio da sua longa vida de escritor: aceitar graciosamente a velhice e a proximidade da morte.
Recordações íntimas, pequenos poemas em prosa e em verso, retratos, aforismos, breves tratados filosóficos: tal é a natureza variada dos textos aqui presentes.
O primeiro texto desta colectânea foi escrito aos 43 anos de idade e consiste em impressões acerca da Primavera, o renascer e a renovação da natureza, representadas por um homem a meio da sua vida, consciente da efemeridade e transitoriedade do mundo.
A regeneração da vida que anualmente se repete não é vista como motivo de entristecimento, precisamente porque ele próprio não se encontra já nesse estádio da vida, e sim como uma oportunidade para proceder à transformação e à regeneração interior. 


Faz-nos pensar e acima de tudo, permite-nos identificar com o tipo de caminhada que fazemos, muitas das vezes, sem nos querermos aperceber...