20 março 2013

Linguagem escrita vs Linguagem matemática




É importante perceber a linguagem escrita no aprender a ler matemática (principalmente nos primeiros anos do ensino básico), e deve ser encarado como um dos objectivos da disciplina.
Sem dominar a linguagem necessária à apreensão de conceitos abstractos (e portanto extremamente dependentes da linguagem que os constrói) nos mais variados níveis, não pode haver desenvolvimento do pensamento matemático. Trata-se de uma segunda linguagem e aprender as regras sintácticas dessa nova língua é um dos grandes desafios a serem enfrentados para a aquisição dos conceitos matemáticos. A matemática é específica na leitura e escrita, suportando uma série de termos e sinais específicos na linguagem desta área do conhecimento. É por isso importante que o aluno se familiarize com a linguagem, símbolos próprios, encontrando sentido no que lê, compreendendo o significado das formas escritas que lhes são inerentes ao texto matemático, para que possa avançar confiante até ao resultado do que lhe é proposto.

Algumas estratégias que podem ser utilizadas no ensino básico:

  • Fazer uma simulação/dramatização na leitura do problema
  • Fazer tentativas (quantas necessárias)
  • Transformar num problema mais simples (usando uma linguagem mais acessível)
  • Descobrir um padrão
  • Fazer uma lista organizada
  • Trabalhar do fim ao princípio

15 março 2013

As novas tecnologias em auxilio


É cada vez mais sabido e nesta página  confirma-se, como as novas tecnologias podem ter um papel relevante e fundamental no apoio, reabilitação e estimulação quer cognitiva, motora e emocional de indivíduos com deficiência. Convido-vos a espreitar. Para os que já as utilizam, gostaria de saber o vosso parecer, para os que ainda não conhecem, tentem experimentar com os vossos alunos, pacientes, familiares e conhecidos, e verifiquem que resultados surtem dessa interacção. Acima de tudo que esta seja acompanhada, não só por um técnico, mas também por um familiar quando utilizadas em casa, é extremamente importante o reforço das relações inter pessoais, onde o cunho da auto-estima e potenciar o desenvolvimento estejam patentes. 

28 fevereiro 2013

Dislexia - Prevenir o quanto antes




As crianças disléxicas têm dificuldades em identificar palavras impressas em letra de imprensa, e deste modo ler e escrever é difícil para elas. Talvez consigam entender alguns conceitos, ideias lidos em voz alta, no entanto ser-lhes-á difícil ler ou escrever algo usando as suas próprias palavras.
Têm dificuldade em se lembrar das palavras completas. Enquanto os alunos de uma turma  consegue juntar um conjunto de palavras, aprender a formar frases, as crianças com dislexia não reconhecerão muitas ou mesmo nenhumas palavras, sendo bem mais difícil para elas ler e escrever.
A dislexia, quando não recebe uma atenção especial, torna-se numa experiência dolorosa, mesmo noutros campos sem ser a da escola.
De forma a que possamos ajudar estes indivíduos a ter uma vivência mais confortável e favorável, há que  proceder a um despiste o mais cedo possível, de forma a permitir mais tarde, na altura em que dão entrada na escola, no 1º ciclo do ensino básico, um lidar com as letras, números e signos mais prazeroso e estimulante, contrapondo a angústia, desmotivação, raiva e mágoa que a maior parte sente quando se depara com a diferença constatada entre os seus pares.
É de enorme ajuda saber diferenciar a lateralidade, a diferença entre a direita e a esquerda, antes mesmo de tentar aprender a ler e a escrever. Se uma criança não aprende da maneira como a ensinamos, então cabe a nós ensiná-la da maneira como ela aprende, sendo importante que a criança perceba o sentido de orientação para que mais tarde a tarefa de aprender a ler não seja tão penosa.
É primordial um despiste na fase em que a criança se encontra ainda no jardim de infância, pré-escola. Quanto mais cedo o despiste, mais depressa poderá ser trabalhada a adaptação ao encontro com as letras, números, conceitos que irá aprender  aquando entrar no 1º ciclo do ensino básico, de forma a que lhe seja permitido um maior gosto pela aprendizagem, respeitando o seu próprio ritmo, e acima de tudo, lhe permita maior felicidade no dia a dia.

12 março 2012

Parado mas não extinto...


Há muito que não escrevo neste cantinho...outros projectos surgiram pelo meio, mas este canto continuará a ser explorado, desenvolvido e partilhado por quem o escreve e por quem o lê. Quero saber quais as são as vossas dúvidas, que por vezes podem coincidir com as minhas enquanto técnica,  familiar de quem pode sofrer com dificuldade de aprendizagem, enquanto pai ou mãe. 
O que gostariam de ver discutido. Partilhem mais as vossas experiências, questões, peço-vos que me vão dando o vosso feedback para que possamos abordar temas, estratégias que permitam um dia a dia mais feliz e agradável àqueles que vivenciam todo o tipo de dificuldades, que se estende a todo o seu núcleo de convívio, seja este social, pessoal e/ou familiar.

11 outubro 2011

Elogio da Velhice


Surgem reunidos pela primeira vez neste volume os mais belos textos dos últimos anos de Herman Hesse.
Cumprida boa parte da obra que o consagrou, Hesse dedica-se aqui ao último desafio da sua longa vida de escritor: aceitar graciosamente a velhice e a proximidade da morte.
Recordações íntimas, pequenos poemas em prosa e em verso, retratos, aforismos, breves tratados filosóficos: tal é a natureza variada dos textos aqui presentes.
O primeiro texto desta colectânea foi escrito aos 43 anos de idade e consiste em impressões acerca da Primavera, o renascer e a renovação da natureza, representadas por um homem a meio da sua vida, consciente da efemeridade e transitoriedade do mundo.
A regeneração da vida que anualmente se repete não é vista como motivo de entristecimento, precisamente porque ele próprio não se encontra já nesse estádio da vida, e sim como uma oportunidade para proceder à transformação e à regeneração interior. 


Faz-nos pensar e acima de tudo, permite-nos identificar com o tipo de caminhada que fazemos, muitas das vezes, sem nos querermos aperceber...

27 agosto 2011

Ser pai ou mãe é o trabalho mais importante do mundo.


"No entanto, pode ser verdadeiramente extenuante lidar diariamente com as teimosias e conflitos dos filhos. Não é fácil encontrar energia e estratégias que transformem comportamentos próprios de crianças em momentos felizes e sem birras. Gerir o stress causado pela correria do dia-a-dia, equilibrar a vida profissional com a vida familiar, impor regras e disciplina, ao mesmo tempo que se desfruta de momentos alegres e tranquilos em família, são alguns dos objectivos que se pode alcançar com os 36 desafios práticos e que são propostos neste livro. O leitor vê aqui a oportunidade de descobrir as estratégias que melhor se adequam a ele e à sua família e de se transformar num pai extraordinário."
Family Coaching de Ângela Coelho, Sandra Belo
At Wook

26 agosto 2011

Hoje...

Proponho uma troca de experiências, trocando dúvidas e questões sobre o que vos preocupam e buscam quando visitam este espaço, tornando-o mais interactivo. Sugiro que seja aberta uma discussão na tentativa de percebermos como podemos ajudar mais e melhor as nossas crianças enquanto pais e profissionais.

Questiono por exemplo:
1. O que fazem quando se deparam com a desmotivação em aprender e saber mais, transmitido pelos vossos filhos/educandos?

2. Quais as estratégias que alguns de vocês aplicam? A quem recorrem?

3. Quando as vossas crianças/adolescentes apresentam um quadro de dificuldades diagnosticadas, onde vão encontrar inspiração para colocar em prática, o que os profissionais vos transmitem?



Caso surjam outras questões, que gostariam de ver aqui discutidas e exploradas, não hesitem, este espaço serve acima de tudo para encontrar melhores caminhos a uma aprendizagem continuada.






 



01 agosto 2011

Aprender a aprender


Este testemunho transmite alguns dos sentimentos de frustração que um(a) disléxico (a) pode sentir, quando nem ele(a) próprio entende o que está a acontecer, porque se esforça tanto e no final, o seu esforço, a sua tentativa, cai por terra...mais ainda, quando diante do seu esforço, não tem um público empático diante de si, mas um grupo trocista que não entende o quanto pode ser angustiante para quem realmente não consegue ir ao encontro do que é expectável pela sociedade educativa...


Mas não é preciso ser-se disléxico, ou ter outro tipo de dificuldades de aprendizagem, para se sentir por vezes angustiado com a expectativa e o peso que se carrega duma sociedade que exige, sem praticar mais vezes, em ambiente escolar, mas também familiar, a escuta, a humildade e a tolerância para os que têm simplesmente um ritmo diferente.

Cada um de nós traz em si, um lugar especial, a ser descoberto e explorado e não deve nem pode ser calado.

O aprender a aprender é um caminho que merece ser trilhado, diariamente, no espaço família, no espaço escola, no espaço sociedade.

19 julho 2011

Influências na Aprendizagem

Há uns anos atrás, li este livro, e hoje ao passear-me pela estante sobressaiu-se-me novamente, despontando em mim aquela curiosidade, avivando leituras e memórias!
Tenho-me questionando porque é que a leitura cativa uns e não encanta outros. Porque é que as letras fazem cócegas, gargalhadas e dançam com algumas crianças de mãos dadas e outras simplesmente lhes viram as costas, recusando-se, negando um prazer que deveria ser intrínseco...

Esta passagem, fez-me pensar:
"Os pais que fazem sempre tudo bem talvez não sejam bons exemplos para os filhos; por vezes, essas crianças sentem que nem sequer vale a pena tentar, uma vez que pensam que nunca serão tão bons como os pais.
O mesmo se passa com os professores. Uma das razões por que as crianças aprendem tão bem com crianças um pouco mais velhas, pode ficar a dever-se, não só ao facto de estas compreenderem a linguagem daquelas e conseguirem falar como elas, mas por serem um  modelo de competência mais útil, pois estão mais perto. Não há dúvida de que é emocionante e inspirador para uma criança interessada em atletismo, músca, dança, arte, teatro ou qualquer outra coisa, ver, de vez em quando , adultos, que realizam estas coisas de forma extraordinária. No entanto, como exemplos para o dia-a-dia, estes peritos são, provavelmente, muito menos úteis do que crianças um pouco mais velhas que fazem as coisas um pouco melhor.(...)"

Isto a propósito, de como uma criança se sente "forçada" a ler como os outros, a reconhecer signos, sons, e sentido na construção de frases e cuja reacção pode ser a inversa àquela que desejamos para ela. Por vezes, deixar que a curiosidade se aproxime da criança, desejar saber e aprender, pode ajudar mais do que lhe apresentar uma série de livros, apontar letras e desenhos incutindo algo para o qual ela pode não se sentir preparada e mais, sentir-se forçada porque assim algo o exige, insurgindo uma negação ao processo de aprendizagem!


"Como aprendem as crianças", Holt, John

11 maio 2011

Ler em conjunto


Ler em conjunto com o seu filho(a) é uma excelente forma de reforçar a relação com a leitura e sons, para além de lhe permitir uma melhor auto-estima, reconhecer palavras, aprende outras desconhecidas, desenvolvendo a linguagem e capacidades de memorização.

Criar um ambiente propício à leitura em casa, podendo ser criado de acordo com a dinâmica familiar, num momento de acalmia, ao deitar por exemplo, lendo pequenos textos durante poucos minutos de forma a permitir-lhe gradualmente ir reconhecendo letras, sons, palavras e associando um momento tranquilo a uma actividade gratificante, como saber ler.

Poderá adquirir alguns livros com pouco texto e gravuras apelativas, numa primeira fase, junto de uma biblioteca ou livraria, variar os temas e ajudando ao estímulo dele(a) para com a leitura.
Aproveite para falar das imagens que lhe mostra, questione sobre as mesmas, sobre os objectos que o texto falou, questione onde está a personagem de que o texto fala, ajude-o a interagir e entrar 'dentro' da história. Cative-o(a).

Dê continuidade a esta actividade, à vossa actividade em conjunto, diariamente, e que se torne um momento empolgante para ambos, permitindo ao desenvolvimento gradual.

25 março 2011

Os Desenhos das Crianças


Os desenhos das crianças são uma deliciosa viagem, que nos permite vislumbrar e tentar perceber cada paisagem da sua comunicação!

04 novembro 2010

Mal-Entendidos de Nuno Lobo Antunes


Da Hiperactividade ao Síndrome de Aspergen. Da Dislexia às Perturbações do Sono.

«Para compreender uma criança temos de voltar ao país das memórias, reviver o que ficou para trás, habitar de novo medos de que nos esquecemos. Olhar com olhos de espanto, chamar filha a uma boneca, e replicar o milagre da criação dando-lhe voz. Para a compreender temos de voltar a pele do avesso, reduzir a dimensão do corpo na medida inversa em que cresce o sentimento. Cada criança é uma história por contar. Por vezes o Capuchinho Vermelho perde-se no bosque e não há beijo que resgate a Bela Adormecida.
Para muitas crianças a sua história pode não terminar bem, e não viverem felizes para sempre. Este livro destina-se a essas crianças e a quem delas cuida: Pais, Professores, Psicólogos ou Médicos, que querem que todas as histórias tenham um final feliz, e não deixam o Espelho Mágico dizer a nenhuma criança que há alguém mais belo do que ela. Devem existir em Portugal cerca de 100.000 crianças com perturbações de desenvolvimento.» Nuno Lobo Antunes, In Introdução

Recomendo vivamente...
by Wook

01 novembro 2010

Sinais comuns que reflectem Dificuldade na Aprendizagem


Em idade pré-escolar:

Falar mais tarde que a maioria das crianças;
Pronunciar com dificuldade;
Dificuldade nas rimas; Dificuldade em aprender os números, o alfabeto, dias da semana, cores e formas;
Dificuldade na interacção com os pares;
Dificuldade em seguir ordens/rotinas;
Motricidade fina com baixo desenvolvimento;


Primária:

Lentidão em aprender a relação entre as letras e o seu som;
Confusão nas palavras básicas;

Engano constante na leitura e no soletrar, incluindo letras reversíveis (b/d), (m/w);
Confusões aritméticas;
Lentidão em perceber factos;
Lentidão em aprender novas capacidades, memorizar, impulsividade;
Dificuldade em planear;
Traço instável;

Dificuldade em aprender sobre o tempo;
Coordenação pobre (propenso a acidentes)


Preparatória
:

Reverter a sequência das letras;
Lentidão em aprender prefixos, sufixos, palavras primárias entre outras estratégias de soletrar palavras;
Evita ler em público/alto;
Problemas com palavras difíceis;
Dificuldade na escrita; Fraco controle do lápis ;
Dificuldade em fazer amigos;
Dificuldade em perceber a linguagem corporal e facial (expressões)





06 setembro 2010

Promover a MOTIVAÇÃO para a Aprendizagem

A intervenção psicopedagógica promove a motivação para a aprendizagem, promove a auto – estima e o auto – conceito com o objectivo de reintegrar a criança ou jovem numa vivência escolar e social adequada...

Promover a aprendizagem, estimular e mediar um auto-conhecimento sobre capacidades, potenciais, para além de permitir apreender com gosto, não apenas no âmbito escolar, mas em todos os contextos que envolvem o indivíduo: cognitivo, afectivo e social.

07 junho 2010

Psicopedagogia e a terceira idade



O trabalho psicopedagógico com o idoso visa, basicamente reintegá-lo na sociedade. Estimular o cérebro da pessoa idosa, fomentar a produção de neurónios, incentivar a memória com exercícios, seja a través da leitura, da dança, dos jogos, do canto, do tocar um instrumento, de actividades manuais, tarefas que proporcionem prazer, uma espécie de ócio positivo... A intervenção psicopedagógica pode ir ao encontro de uma melhor qualidade de vida e proporcionar uma maior auto-estima, optimizando o tempo e a vida da pessoa idosa. Ainda são poucos, os passos dados nesta área.

A pessoa idosa


“As pessoas idosas são intermediárias entre o passado, o presente e o futuro. A sua sabedoria e experiência constituem um verdadeiro vínculo para o desenvolvimento da sociedade”

Sr. Kofi Annan- in “Plano de Acção Internacional para o envelhecimento”, 2002

20 abril 2010

Vamos Jogar

Actividades pedagógicas entre pais e filhos para ensinar bons hábitos às crianças
de Eduardo Estivill.
"O livro tem como objectivo fornecer uma série de conceitos, apresentados na forma de jogos, para que os pais possam inculcar melhores hábitos aos seus filhos. Surgiu da colaboração com uma mãe responsável, Yolanda Sáenz de Tejada Vázquez, autora e praticante especialista das propostas que são descritas neste livro. Unindo as suas facetas de excelente escritora e de mãe preocupada com a educação das suas filhas, Yolanda elaborou, a partir de conceitos científicos comprovados, uma série de actividades fáceis de executar e que são particularmente válidas do ponto de vista educativo. Cada uma delas está pensada com rigor e emoção, e foi testada com muitas crianças." De ressalvar que também se trata de um excelente apoio a estudantes e profissionais.


13 abril 2010

Gerontologia

Identifica-se com a filosofia do Envelhecimento Activo (EA),
que é definido como “o processo de optimização das oportunidades de saúde, participação e segurança, com o objectivo de melhorar a qualidade de vida à medida que as pessoas ficam mais velhas”
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