19 julho 2011

Influências na Aprendizagem

Há uns anos atrás, li este livro, e hoje ao passear-me pela estante sobressaiu-se-me novamente, despontando em mim aquela curiosidade, avivando leituras e memórias!
Tenho-me questionando porque é que a leitura cativa uns e não encanta outros. Porque é que as letras fazem cócegas, gargalhadas e dançam com algumas crianças de mãos dadas e outras simplesmente lhes viram as costas, recusando-se, negando um prazer que deveria ser intrínseco...

Esta passagem, fez-me pensar:
"Os pais que fazem sempre tudo bem talvez não sejam bons exemplos para os filhos; por vezes, essas crianças sentem que nem sequer vale a pena tentar, uma vez que pensam que nunca serão tão bons como os pais.
O mesmo se passa com os professores. Uma das razões por que as crianças aprendem tão bem com crianças um pouco mais velhas, pode ficar a dever-se, não só ao facto de estas compreenderem a linguagem daquelas e conseguirem falar como elas, mas por serem um  modelo de competência mais útil, pois estão mais perto. Não há dúvida de que é emocionante e inspirador para uma criança interessada em atletismo, músca, dança, arte, teatro ou qualquer outra coisa, ver, de vez em quando , adultos, que realizam estas coisas de forma extraordinária. No entanto, como exemplos para o dia-a-dia, estes peritos são, provavelmente, muito menos úteis do que crianças um pouco mais velhas que fazem as coisas um pouco melhor.(...)"

Isto a propósito, de como uma criança se sente "forçada" a ler como os outros, a reconhecer signos, sons, e sentido na construção de frases e cuja reacção pode ser a inversa àquela que desejamos para ela. Por vezes, deixar que a curiosidade se aproxime da criança, desejar saber e aprender, pode ajudar mais do que lhe apresentar uma série de livros, apontar letras e desenhos incutindo algo para o qual ela pode não se sentir preparada e mais, sentir-se forçada porque assim algo o exige, insurgindo uma negação ao processo de aprendizagem!


"Como aprendem as crianças", Holt, John

11 maio 2011

Ler em conjunto


Ler em conjunto com o seu filho(a) é uma excelente forma de reforçar a relação com a leitura e sons, para além de lhe permitir uma melhor auto-estima, reconhecer palavras, aprende outras desconhecidas, desenvolvendo a linguagem e capacidades de memorização.

Criar um ambiente propício à leitura em casa, podendo ser criado de acordo com a dinâmica familiar, num momento de acalmia, ao deitar por exemplo, lendo pequenos textos durante poucos minutos de forma a permitir-lhe gradualmente ir reconhecendo letras, sons, palavras e associando um momento tranquilo a uma actividade gratificante, como saber ler.

Poderá adquirir alguns livros com pouco texto e gravuras apelativas, numa primeira fase, junto de uma biblioteca ou livraria, variar os temas e ajudando ao estímulo dele(a) para com a leitura.
Aproveite para falar das imagens que lhe mostra, questione sobre as mesmas, sobre os objectos que o texto falou, questione onde está a personagem de que o texto fala, ajude-o a interagir e entrar 'dentro' da história. Cative-o(a).

Dê continuidade a esta actividade, à vossa actividade em conjunto, diariamente, e que se torne um momento empolgante para ambos, permitindo ao desenvolvimento gradual.

25 março 2011

Os Desenhos das Crianças


Os desenhos das crianças são uma deliciosa viagem, que nos permite vislumbrar e tentar perceber cada paisagem da sua comunicação!

04 novembro 2010

Mal-Entendidos de Nuno Lobo Antunes


Da Hiperactividade ao Síndrome de Aspergen. Da Dislexia às Perturbações do Sono.

«Para compreender uma criança temos de voltar ao país das memórias, reviver o que ficou para trás, habitar de novo medos de que nos esquecemos. Olhar com olhos de espanto, chamar filha a uma boneca, e replicar o milagre da criação dando-lhe voz. Para a compreender temos de voltar a pele do avesso, reduzir a dimensão do corpo na medida inversa em que cresce o sentimento. Cada criança é uma história por contar. Por vezes o Capuchinho Vermelho perde-se no bosque e não há beijo que resgate a Bela Adormecida.
Para muitas crianças a sua história pode não terminar bem, e não viverem felizes para sempre. Este livro destina-se a essas crianças e a quem delas cuida: Pais, Professores, Psicólogos ou Médicos, que querem que todas as histórias tenham um final feliz, e não deixam o Espelho Mágico dizer a nenhuma criança que há alguém mais belo do que ela. Devem existir em Portugal cerca de 100.000 crianças com perturbações de desenvolvimento.» Nuno Lobo Antunes, In Introdução

Recomendo vivamente...
by Wook

01 novembro 2010

Sinais comuns que reflectem Dificuldade na Aprendizagem


Em idade pré-escolar:

Falar mais tarde que a maioria das crianças;
Pronunciar com dificuldade;
Dificuldade nas rimas; Dificuldade em aprender os números, o alfabeto, dias da semana, cores e formas;
Dificuldade na interacção com os pares;
Dificuldade em seguir ordens/rotinas;
Motricidade fina com baixo desenvolvimento;


Primária:

Lentidão em aprender a relação entre as letras e o seu som;
Confusão nas palavras básicas;

Engano constante na leitura e no soletrar, incluindo letras reversíveis (b/d), (m/w);
Confusões aritméticas;
Lentidão em perceber factos;
Lentidão em aprender novas capacidades, memorizar, impulsividade;
Dificuldade em planear;
Traço instável;

Dificuldade em aprender sobre o tempo;
Coordenação pobre (propenso a acidentes)


Preparatória
:

Reverter a sequência das letras;
Lentidão em aprender prefixos, sufixos, palavras primárias entre outras estratégias de soletrar palavras;
Evita ler em público/alto;
Problemas com palavras difíceis;
Dificuldade na escrita; Fraco controle do lápis ;
Dificuldade em fazer amigos;
Dificuldade em perceber a linguagem corporal e facial (expressões)





06 setembro 2010

Promover a MOTIVAÇÃO para a Aprendizagem

A intervenção psicopedagógica promove a motivação para a aprendizagem, promove a auto – estima e o auto – conceito com o objectivo de reintegrar a criança ou jovem numa vivência escolar e social adequada...

Promover a aprendizagem, estimular e mediar um auto-conhecimento sobre capacidades, potenciais, para além de permitir apreender com gosto, não apenas no âmbito escolar, mas em todos os contextos que envolvem o indivíduo: cognitivo, afectivo e social.