01 outubro 2015

O uso do tablet


Mais uma vez fica o alerta. Tudo deve ser feito com peso e medida. Encontrar novas estratégias que se adaptem ao ritmo e rotina da família, e encontrar novas formas de estar em família. Não nos esqueçamos do exemplo que somos. A tecnologia veio para ficar, não há como negar isso, e por um lado ainda bem, temos mais a ganhar, no entanto teremos que encontrar forma de ajustá-la melhor às nossas necessidades e rotinas de forma a que não sejamos 'escravos' da mesma. Uma criança pequena necessita de imaginar, criar brincadeiras, jogos e diversão e relacionar-se com os seus pares, é assim que vai construindo a sua personalidade e o seu mundo, incorporando a sua realidade e aceitando-a através do brincar. Uma aplicação num tablet ou computador usada mais do que uma hora por dia, retira-lhe essa possibilidade já que o jogo brinca por ela. É a fase mais crítica no acto da recriar realidades através do brincar, e tão necessário para se desenvolver e crescer. Toda a sociedade deverá rever valores e maneira de estar face à época em que vivemos, o exemplo que damos quando estamos grande parte do tempo com o telemóvel na mão ou a responder a emails ou a navegar na internet e redes sociais. Creio que haverá tempo para tudo, e um jogo virtual pode ser benéfico mas não pode substituir a capacidade de criar, de imaginar e de fantasiar, e o tempo  despendido pelas crianças cada vez mais novas é bem superior ao que é aconselhável. Penso que se cada um de nós fizermos a nossa parte com a nossa família, dedicarmos-nos mais uns aos outros, retirar tempo do dia corrido a recriar jogos ou permitir-lhes que encontrem formas novas de brincar por eles, poderemos reestruturar a sociedade, tornado-a mais apelativa e funcional, permitindo um melhor desenvolvimento pessoal e emocional.

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Imagem| Sol

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