21 setembro 2015

Ser (ao ter)*

Ter boas notas. Ter sucesso. Ter uma profissão com futuro. Ter um futuro. Tudo isto faz parte das crenças que nos passaram na infância e ao longo do nosso crescimento. É normal que estejamos também hoje, a passar aos nossos filhos estas mesmas crenças. Principalmente em tempos mais difíceis com os que temos vindo a viver. Antes de aplaudirmos o Ter, sejamos apenas, num simples Ser. Quanto mais cedo nos forcarmos num ser, perceberemos que ter não é o mais importante. Claro que devemos transmitir aos nossos filhos e educandos que sem sonhos, objectivos e método manter-nos-emos como na casa de partida de um jogo de tabuleiro, sem movimento algum. Mas antes de ter, sejamos. A vida frenética que andamos a levar está a distanciar-nos de nós, da nossa família, do nosso círculo de amigos. Andamos a perder identidade abraçando as crenças que nos convenceram sobre felicidade. Aquilo que proponho nos próximos tempos, nuns breves instantes em família no final do dia, ao jantar, ou depois do banho, ou mesmo antes de os miúdos se irem deitar, é que encontrem formas de jogar e brincar, darem espaço ao lazer. Encontrar um jogo que funcione convosco, com a vossa família, com o qual se identifiquem e permita o vosso foco total, a vossa entrega uns aos outros. Brincar com palavras. Com números. Com charadas. Criar memórias e senti-las, sem se aperceberem tanto assim que estão novamente a desenvolver o vosso Ser.


Ser amigo. Ser família. Ser amável. Ser gentil. Ser honesto. Ser humilde. Ser verdadeiro. Ser em paz. Ser inteiro. Ser tu mesmo. Ser feliz.

* Em breve irei dar alguns exemplos de jogos que poderão desenvolver de acordo com a vossa dinâmica familiar, aquele que melhor sentirem que se ajusta.

Linguagem Positiva


Neste regresso às aulas, façam por usar palavras positivas, escrevê-las em pequenos post-it's e levá-las sempre convosco. Coloquem pequenos papéis com essas palavras nos estojos, cadernos, livros. Transformar o não em sim, o não consigo pelo vou conseguir, vou tentar, vou fazer, mais uma e outra vez...abraçar uma linguagem mais positiva, que aos poucos vai dando lugar a pensamentos mais positivos, e nesse caminho, uma aprendizagem diferente. A coragem vem de dentro, mesmo que tímida por vezes e é normal, mas permitam que ela ganhe força e voz e se expanda, e contagie quem estiver por perto.
Bom início de aulas.

16 setembro 2015

Emoções vs Aprendizagem


A prevenção é importante. Para os mais pequenos que nem sempre conseguem lidar  ou perceber as emoções, podemos realizar um trabalho com material simples, que lhes permite ir desenvolvendo a inteligência emocional. Com os mais crescidos há outras formas de os ajudar a compreender o lado emocional, que lhes permitirá uma maior disponibilidade ao processo de aprendizagem.
Porque me sinto triste? Porque me sinto zangado? Que sensação é esta que me faz querer algo e quando não consigo, fico irritado? Como consigo ultrapassar?...

O apoio psicopedagógico facilita este caminho através de jogos  lúdicos, desenhos que viram histórias, através do qual a criança vai-se conhecendo, aprendendo a gerir as suas emoções e ultrapassar alguns bloqueios que a impedem de aprender, permitindo à família a base necessária para o seu bem estar.
Imagem retirada do pinterest

15 setembro 2015

Actividades lúdicas


Os jogos são um apoio fundamental para um bom desenvolvimento do crescimento do indivíduo. Além disso permite ao profissional, independentemente da área, conhecer o aluno e as suas dificuldades, os seus gostos, o seu à vontade, os pontos fracos e os pontos fortes.
Tornar um momento de maior angústia em diversão não significa apenas ultrapassar dificuldades, entraves ou bloqueios, acima de tudo permite ao indivíduo conhecer as suas capacidades, o que sabe, o que necessita apreender para ir mais além e reconhecer em si a capacidade de aprendizagem possível a qualquer um, respeitando o seu ritmo. Reforça também a auto-estima e despoleta a motivação em querer continuar a aprender a aprender.

Em casa, os pais poderão também desenvolver algumas actividades mais lúdicas que reforcem a aprendizagem e o conhecimento. Através da brincadeira, de jogos, o núcleo familiar torna-se mais unido, coeso e muito importante, divertido.

Através do jogo, o psicopedagogo trabalha algumas das dificuldades que lhe são reportadas, diagnosticadas, no sentido de facilitar uma melhoria no caminho contínuo do conhecimento e compreensão do que é transmitido ao aluno/adolescente.

Aqui deixo alguns exemplos do que podemos fazer, de forma a tornar agradável a compreensão sobre algo que por vezes gera bloqueio e ansiedade.
Fracções com lego. 

Fracções
Somar com lego

Somar com vários tipos de material

Somar com lego

Jogo de número. 
 Imagens retiradas do pinterest

11 setembro 2015

Determinação


É necessário acreditar mais em nós, nas nossas capacidades, e nos focarmos naquilo que realmente queremos. Despender energia no que não queremos é perda de recurso, perda de tempo, e de real energia tão necessária ao que desejamos. O foco de mãos dadas com a disciplina tem uma força enorme na vida de cada um de nós. E tudo o resto se desenlaça através de circunstâncias necessárias ao nosso crescimento. Acreditar que se é capaz, mesmo com o bichinho do medo a devorar o sonho por detrás do pano do nosso imaginário, é o caminho que temos de seguir, ir em frente, mesmo com medos. Seguir em diante, sabendo que se vai errar, e aprender com o erro ou erros. Cair e levantar em seguida, sabendo que o sonho é possível de ir ao encontro de tantos aqueles que queres tocar, orientar, ajudar, apoiar e continuar a aprender e crescer. Não desistir ao primeiro desânimo do que se quer, é caminho andado para ir em frente. Devemos sim, estimular o mais precocemente essa vontade nas crianças facilitando-lhes a descoberta do que gostam, do que conseguem fazer, mesmo quando são mais atabalhoadas no movimento, porque nesse caminho de descoberta, reforçam a auto-estima, a motivação e aprendem a gerir frustração, aprendem o significado da palavra resiliência. E nesse caminho, a descoberta do que gostam, do que as preenche, descobrem dentro delas um adolescente com objectivos, e um adulto capaz de realizar o que se predispôs, estando mais alinhado consigo mesmo.
Nunca é tarde para se redescobrir. Começa  já hoje a colocar-te algumas perguntas, a verificar que caminhos gostarias de percorrer, que mudanças gostarias de ver na tua vida, que exemplo pretendes ser para os teus. Acreditar em ti não é opção, é o teu caminho.

09 setembro 2015

Medos Infantis mais comuns


Nem todos têm de sentir exactamente nesta faixa etária, uns sim, outros mais tarde ou até mesmo mais cedo, no entanto fica aqui um pequeno resumo para que possamos perceber que faz parte e que com colo e paciência, o reforço da segurança é imprescindível para o bom desenvolvimento da criança enquanto indivíduo.

Retirado daqui