19 junho 2015

Tarefas que se podem transformar num jogo de brincar



Sabemos que se torna mais fácil para as crianças pequenas aprenderem e colaborar através de jogos e do brincar. As tarefas que lhes vamos pedindo de acordo com o grau de desenvolvimento podem deixar de ser um tormento para pais e até mesmo professores e educadores quando lhes apresentamos o pedido em forma de desafio, de jogo, de brincadeira. A participação torna-se mais alegre, mais disponível, e começam a ganhar esse hábito de entre ajuda, de colaborar, o espírito de equipa começa a ganhar forma em tenra idade, aprendem através deste brincar. Por vezes debatemo-nos porque desejamos que as crianças comecem a ter algum sentido de responsabilidade e muitas vezes deparamo-nos com situações menos fáceis, de birras, de desmotivação, e de algum cansaço. Um local organizado permite uma maior tranquilidade e nesse sentido uma melhor predisposição à aprendizagem. As crianças, como disse anteriormente, de acordo com a sua idade e grau de desenvolvimento têm maior facilidade de colaborar se sentirem que participam num jogo, além disso podem usufruir da companhia e presença dos pais e educadores que os ajudam a crescer.
Há diversas tarefas apropriadas que as crianças podem fazer na fase da arrumação em casa ou na escola, dependendo da situação (no caso da escola, em sala de aula por exemplo, na hora de organizar material ou de o arrumar). 
Pense em criar tabelas com diferentes actividades para cada semana. Para diversificar, escreva todas as tarefas em pedaços de papel e coloque-os dentro de um copo ou taça. Peça para que as crianças sorteiem pedaços de papel do copo ou da taça e desenhe o esquema semanal com essas tarefas. As tarefas serão completamente aleatórias, e assim cada um fica com uma diferente em cada semana.


Jogos de limpeza

Depois de decidir em quais tarefas as crianças podem ajudar na limpeza da casa, é hora de deixar essas actividades com ar de brincadeira. As sugestões podem ser adaptadas para os jogos de limpeza de acordo com a idade, do interesse e das habilidades das crianças.
Roupa suja
Separe as meias das roupas que acabou de lavar e desafie quem consegue encontrar mais pares no menor espaço de tempo.
Desafie quem dobra as camisolas mais rápido.
Brinque ao serviço de entrega de roupa para guardar as que estão limpas nos armários e gavetas.
As crianças mais pequenas vão gostar de aprender a apertar os botões da máquina de lavar.

Limpeza do quarto
Brinque às lojas, faça pedidos dos itens que estão no chão e devem ser entregues à prateleira ou à caixa de brinquedos.
Escolha uma música que eles gostem e aumente o som e dancem enquanto arrumam a cómoda.
Use um cronómetro e ofereça um prémio para quem terminar primeiro de arrumar o próprio quarto.
Pratique habilidades com bolas de roupas, colocando as peças sujas no cesto de roupa a uma determinada distância.

Limpeza da cozinha
limpem fantasiados de empregados de mesa ou mordomos de uma mansão (a vossa).
Faça com que as crianças se sintam num filme de acção dando-lhes missões para cada uma.

Compre equipamentos de limpeza de brinquedos de cores coloridas (para os mais pequenos).
Finja que está a fazer um anúncio de um produto de limpeza que está autilizar.

Uso de tabelas de recompensa
As crianças respondem bem a elogios e reconhecimentos, é importante que o faça. Se elas sentirem que fizeram um bom trabalho e se divertiram, é provável que queiram continuar a participar nas tarefas de casa (ou escola). Uma maneira de reforçar positivamente as actividades é criar uma tabela de recompensas para elas, com uma estrela ou uma cara feliz para cada tarefa concluída com êxito. Uma semana com todas as tarefas concluídas pode gerar uma recompensa, como o prato favorito dela, um passeio a um local desejado, ao parque para fazer um picnic em família, uma actividade diferente do habitual, uma sessão fotográfica feita em família, etc.


Imagem retirada do google







18 junho 2015

Brincar vs Crianças Inteligentes e Felizes


As brincadeiras na infância permitem que as crianças cresçam mais inteligentes e felizes, e que, enquanto adultos, se o souberem fazer de forma continuada, se tornem mais inteligentes, explica Stuart Brown, fundador do National Institute for Play, como noticia a publicação do Sapo Lifestyle, O Nosso Bebé.
O investigador defende que brincar faz bem à saúde. De acordo com o psiquiatra internacional, é grande a importância das descobertas científicas que têm surgido em torno dos primeiros contactos entre as mães e os seus bebés, conforme revela numa conferência no TED.
“Quando a mãe e a criança cruzam os seus olhares e a criança tem idade suficiente para sorrir, o que acontece – espontaneamente – é uma grande alegria por parte da mãe. E ela começa a balbuciar e a sorrir, e assim também faz o bebé”, diz Stuart Brown.

Por isso aproveitem ao máximo cada momento de lazer, principalmente agora que terminou o ano lectivo. Descontrair, rir, brincar e conviver são a regra de ouro nas férias.

17 junho 2015

Saliente mais o que acertou do que errou


Em vez de salientar que o aluno cometeu 3 ou 5 erros, opte por realçar que acertou em 95 ou 97 palavras. Promova a motivação reforçando pela positiva, pelo que conseguiu fazer e pode ainda melhorar. O mesmo pode ser feito em casa, pelos pais e educadores. Aquando acompanha o seu filho em casa num ditado ou apenas num texto que ele escreveu, seja devido a TPC ou porque lhe pediu, seja cuidadoso na maneira como vai alertar para os erros a serem corrigidos. Comece a elogiar a quantidade de palavras que conseguiu escrever sem qualquer tipo de falha, na pontuação que na maior parte do texto está aplicada correctamente. Depois, com afecto no discurso, alerte para os erros, ajude-o a verificar num dicionário como se escreve a palavra de forma correcta, aponte para o facto de que essa palavra tem também uma explicação, sinónimos e que pode ser utilizada noutro contexto. O mesmo se pode passar numa sala de aula com os alunos, principalmente aqueles que se desmotivam facilmente, e ganham receio em falhar. Lembrar que é através do erro que se vai acertando, corrigindo e melhorando. Opte por um discurso positivo, quebre a forma como a sociedade tem vindo a transmitir saber. Chegar mais perto do aluno, filho, indivíduo, por meio de afecto, não significa fraqueza, pode manter a firmeza na transmissão de saber, elogiando o que já consegue fazer, reforçando que há um caminho a melhorar, e que com o tempo, ele vai conseguir da mesma maneira que já conseguiu tantos outros feitos.

04 junho 2015

Alimentação vs Concentração


Todos nós sabemos que uma alimentação saudável e equilibrada permite um melhor desempenho nas atividades pedagógicas.  E mesmo que o ano lectivo esteja prestes a terminar, devemos manter esse equilíbrio. Há alimentos que  permitem um melhor desempenho do cérebro, aumentando a concentração e o poder de raciocínio. 
Nestas férias as crianças e adolescentes deverão brincar, relaxar, usufruir de tempos de lazer para descomprimir dos compromissos, exigências e objectivos propostos, mas deverão continuar munidos de uma rotina que lhes permita manter as capacidades adquiridas ao longo de um ano lectivo de trabalho.
Por isso não devem esquecer de continuar a comer com maior frequência estes alimentos que vos indico:

Leite (2 copos por dia)

Ovos, são um alimento muito rico em vitamina B12 que é importante na produção de glóbulos vermelhos e manutenção do sistema nervoso saudável.

Peixe, como por exemplo atum, o salmão e a sardinha, muito ricos em ómega 3, são óptimas opções para ajudar o cérebro a trabalhar melhor. Ómega 3 é a chamada gordura boa e também um dos componentes elementares da membrana externa das células cerebrais, através das quais se transmitem os sinais nervosos.

 Açafrão, uma especiaria que ajuda no foco e em atividades mais complexas.É um poderoso antioxidante, anti-inflamatório que ajuda na prevenção de doenças neurológicas além de combater os radicais livres ocasionados pelo stress.

Chocolate (de preferência o negro com maior teor de cacau)

Vegetais como o tomate (rico em vitaminas A, B e C) e beterraba (tem muita vitamina B e potássio). Os espinafres também são uma fonte de vitaminas, manganésio, ferro, fósforo e zinco. 

Bróculos, amigos da concentração, têm muita vitamina A e C, além de cálcio e potássio.

Óleos vegetais e sementes oleaginosas como as nozes.
Azeite, útil na melhoria do foco no trabalho, por possuir vitamina E.

Cereais como o arroz e o trigo.

Fruta que devem diversificar ao máximo, no entanto as bananas são ricas em ferro. Frutos vermelhos (morangos, amoras, framboesas, mirtilhos). Maçãs. Laranjas.

Fisetina é uma substância que existe nos frutos vermelhos e que desencadeia um processo que permite que o cérebro guarde memórias com maior facilidade e estabeleça relações mais fortes entre os neurónios, além de também estimular o amadurecimento das células nervosas. Além dos frutos vermelhos, a fisetina também existe nos espinafres, uvas, pêssegos e quivis.

Água (litro e meio de preferência)

Chá verde, possui flavonoides, o que facilita a irrigação das células, inclusive as do sistema nervoso.