26 maio 2015

Hiperatividade


Como identificamos crianças hiperativas?

Uma vez que as crianças hiperativas constituem  um grupo muito amplo, diversificado e heterogéneo no que concerne a condutas manifestadas, os ambientes em que estas surgem e a causas que parecem justificar o aparecimento da conduta, é importante definir um critério ou critérios que possam enquadrar e diferenciar de outras crianças que possuam outro tipo de problemas.
Podemos dizer que o diagnóstico da hiperatividade fundamenta-se nos seguintes aspectos:

. Conjunto de sintomas básicos: falta de atenção, inquietude e mobilidade excessiva.
. A estimativa de gravidade dos problemas, tomando como referência a idade e o nível intelectual da criança.
. Avaliação do carácter permanente ou situacional das alterações.
.Observação directa dos sintomas.
. ausência de psicose e distúrbio afectivo.
. Início precoce e persistência dos sintomas.

A hiperatividade pode ser notada em várias fases do desenvolvimento da criança, seja quando ainda é bebé, ande no pré-escolar, escolar ou adolescência. No entanto, o mais comum e mais fácil de diagnosticar é no período pré-escolar, visto que nesta fase a criança mostra mais a sua inquietude em relação a tarefas que lhe foram propostas.

As várias fases no desenvolvimento de uma criança hiperativa.

O que vemos no comportamento hiperativo do bebé?
No bebé podemos verificar algumas características, tais como: 
- muito chorão e sem causa aparente
- inquieto
- apresenta dificuldade para conciliar o sono
- período de sono curto
- voracidade a mamar
- cólicas abdominais frequentes e exageradas
- persistente desconforto e insatisfação 

As manifestações anteriormente indicadas podem desaparecer após alguns meses, mas podem persistir sem interrupção até a idade pré-escolar ou mesmo além deste período. Deverá ser acompanhado por um pediatra de forma a verificar a evolução e também apoio aos pais que lidam com ele.

Consideramos que estamos perante uma criança hiperativa no pré-escolar quando a criança se mostra:
- inquieta
- impaciente
- tem um espírito destrutivo
- fala muito e rápido
- tem baixa tolerância à frustração
- não tem noção de perigo
- não se fixa muito num só brinquedo
- distrai-se com muita facilidade

NA escola, e dado que é nesta fase em que a criança nos chama mais a atenção para a hiperatividade, podemos ver sintomas como:
- ao brincar, não se conseguem fixar durante algum tempo numa determinada atividade
- mudam rapidamente de uma atividade para outra, acabando por se desinteressar com muita facilidade
- trocam de brinquedo frequentemente por não se satisfazerem por muito tempo com o mesmo
- têm um espírito destrutivo com objetos e brinquedos
- não conseguem ficar sentados à mesa durante a refeição
- vêem televisão por tempo limitado, e mesmo assim inquietos
- falam muito e mudam de assunto rapidamente sem concluírem o pensamento anterior
- têm dificuldade em acatar ordens

Num adolescente hiperativo podemos verificar alguns sintomas como:
- impaciência
- inquietude
- falta de adaptação social
- falta de energia para executar tarefas
- baixa auto-estima negativa

Como técnica psicopedagógica podemos utilizar o brincar e o jogo de forma a auxiliar na atenção, memória, foco e concentração da criança/adolescente/aluno com hiperatividade e com défice de atenção.

Através do jogo o indivíduo pode lidar consigo,reconhecer-se e aprender a concentrar-se mediante a tarefa que acaba por ser lúdica. Alguns dos jogos abaixo descritos permitem uma ajuda para outro tipo de tarefas solicitadas em casa ou na escola.

Puzzles
É um tipo de jogo/brinquedo que desafia o pensar, a inteligência. Estimula a concentração, memória e raciocínio.

Jogos de memória
O jogo de memória estimula o pensamento, a memorização, a identificação de figuras, o conceito do igual e do diferente, permitindo também a concentração no decorrer do jogo. Neste processo exercita-se  pensamento e a inteligência. 

Brinquedos e Livros
Os brinquedos que prendem a atenção e ajudam na coordenação motora ajudam na memória e hiperatividade.Os jogos de consola devem ter um tempo limite de utilização.
Nos caso dos livros e de forma a incentivar a leitura, deve-se escolher livros com letras grandes (no caso dos mais novos), frases curtas, com muitas figuras, de histórias curtas mas interessantes.

Jogos de Tabuleiro e cartas
Deverá ser levado em consideração o nível cognitivo da criança e a sua necessidade. São bons auxílios no raciocínio lógico de dedutivo, na atenção, concentração, memória, comunicação, leitura e compreensão,e interacção com o grupo. 


Imagem|Google

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