23 novembro 2015

Memo handcraft

Memo feito à mão seraprender
Este jogo que estou a iniciar tem como objectivo trabalhar o foco, a concentração e a memória.

18 novembro 2015

Organizar o estudo


Deixo aqui alguns passos para a organização de estudos. Definindo uma meta e estruturar melhor os objectivos para a alcançar, torna-se mais fácil atingir o resultado pretendido.

13 novembro 2015

Percebendo a desmotivação face a um fracasso.


Nada é mais desmotivante do que receber um resultado que não era o expectável. Imaginem como uma criança e/adolescente se sente quando recebe uma avaliação sobre os conteúdos trabalhados anteriormente e esta não está de acordo com o que esperava, pior, com o que a família e/ou professor esperava. Sente-se perdida, desmotivada, carrega dentro de si uma sensação de fracasso, acima de tudo pode pensar que não é suficiente para aqueles que a acompanham. Nesta fase em que ela mais precisa de incentivo, devemos perceber como ela se sente, o que sentiu quando estava a ser avaliada, onde se sentiu perdida/o, sem foco, o que aconteceu no caminho de preparação. Fazê-la pensar um pouco sobre os passos que tem vindo a dar, o que acha ser necessário modificar, melhorar (responsabilizá-la e estimulando à autonomia), e acima de tudo, transmitir-lhe que a/o apoiamos. Julgar, criticar, ameaçar, não leva a muito longe. O castigo serve apenas para temer o outro) e não estabelece qualquer conexão consigo próprio. É necessário o indivíduo aprender a responsabilizar-se sobre o que necessita fazer em diante. Estabelecer uma meta (melhorar notas) e desenhar os objectivos para a atingir. Escrevê-los e colocá-los num lugar visível, para quando se dedicar ao estudo os visualizar e sentir uma maior inspiração. É importante que se acredite nela/e, e fundamental que ela/e acredite em si mesmo, no seu potencial. Pode ser um processo lento, mas que vale a pena.
Converse com ele/a, ajude/a a perceber os passos, as rotinas, ajude-o/a a colocar-se em perspectiva sem o/a julgar e compreender como pode ser o autor principal do seu desempenho.

Em breve partilharei algumas estratégias que permitem treinar a resistência à frustração e compromisso. Da mesma forma que necessitamos de nos identificar com algo que nos dê alento em seguir em diante, o aluno/a também sente essa necessidade, e na maior parte das vezes não o percebe, perdendo o contacto com a realidade no processo de aprendizagem. Tem de lhe fazer sentido, e é isso que precisamos de lhes passar, sem a imposição de resultados a atingir de acordo com o que a sociedade estabelece e se espera. Ele tem de sentir que ele mesmo o quer, e consegue.

12 novembro 2015

Psicopedagogia e a terceira idade


Há já algum tempo que não falo sobre este assunto, mas continuo a verificar que é dos temas mais vistos aqui no blog. A psicopedagogia e a terceira idade.
A intervenção psicopedagógica, visa a uma inserção do idoso na sociedade, incentivando-o a ter um novo olhar para a sua vida, através de estímulos que despertem o seu desejo pelo (contínuo) saber. Esse saber, não se fica apenas pelo saber escolar, é um desejo de aprender e saber ainda mais com a vida.
Em sessões semanais (quer seja num centro de dia ou em lares) o psicopedagogo promove situações de desafios intelectuais com jogos, conversas, leituras e 'troca de saberes' que capacitam, reciclam e fomentam um grande bem estar pessoal, mantendo activo no idoso as capacidades que ainda tem intactas, facilitando a mudança de rotinas e desempenho na actividades quotidianas. A falta de estímulo intelectual premeia a estagnação cognitiva e consequentemente, falta de memória, atrofia cerebral, senilidade, entre outros.

Através de jogos de concentração, memos, sopa de letras, entre outros, feitos com idoso, apela-se à sua criatividade e interacção, permitindo uma melhoria nas suas faculdades mentais e sociais, bem como na sua auto-estima e bem estar.

Em futuros post's irei partilhar algumas actividades que visam esse bem estar e manutenção das capacidades de pessoas idosas. 


Imagem| reab.me

Motivar para estudar


Já aqui deixei algumas informações sobre como organizar um plano de estudo, bem como no facebook, no entanto, penso que nunca é demais, principalmente quando os resultados dos primeiros testes chegam e podem originar alguma frustração face a expectativas (dos pais, educadores, professores e até mesmo do próprio aluno).e não é nada disso que se pretende.

O aluno, deve ter o seu próprio cronograma de estudo, face ao seu horário, disciplinas e tempos livres. Aprender a gerir tempo para estudar nem sempre é fácil, principalmente para os alunos de 5º ano que estão pela primeira vez a lidar com muitas disciplinas ao mesmo tempo. No cronograma, o aluno deve estipular o horário específico para estudar cada disciplina e os seus conteúdos programando assim o tempo a que se vai dedicar. Sugiro 30 minutos para cada disciplina com um intervalo entre elas de 15 minutos para descansar, esticar as pernas, beber água. Nada de estímulos visuais por perto, tais como o telemóvel, o computador ou tabblet ligados, o ideal é ter todos os equipamentos longe de alcance, enquanto se dedica ao foco do que aprendeu no dia. Isto é o pretendido, ir estudando diariamente sobre a matéria que está a ser transmitida em sala de aula. Sublinhar a matéria relevante e ir passando para um caderno de estudo (diário de casa), colocando a informação mais importante, a que se destaca, separando o essencial do acessório. Usar apenas uma cor no marcador para não apelar à dispersão. Aconselho alternar entre uma matéria teórica e outra mais prática como é o caso da matemática, de forma a que o cérebro se adapte face à matéria estudada da disciplina anterior. Não exceder esses 30 minutos, pois mais tempo corre-se o risco da atenção dispersar, e não é o pretendido.

Podem ajudar em casa a desenhar um cronograma, e afixar na parede ou num quadro de informações. Aqui o que é pretendido é desenvolver o compromisso de trabalho. Não somente correr atrás de resultados, ir percebendo o que está a prender, apontar dúvidas no caderno e colocar ao professor (também é uma forma de manter o professor motivado em dar aulas, preparar a matéria de forma mais cativante à medida que vai conhecendo a dinâmica da turma).
Quanto maior for a organização e o empenho em seguir o horário estipulado para o estudo, mais natural será, mesmo ao mais relutantes na hora de se sentarem a ler.
Nos momentos em família tentem criar pontes entre a matéria dada e a realidade, no passeio, numa visita a um museu, num supermercado. Quanto mais real e concreto no dia a dia se tornar, mais estimulante se torna, e o aluno vai promovendo também assim a auto-estima necessária para se entregar a esta tarefa.

Quando for tempo de descansar ou dedicarem-se ao lazer, que seja com o mesmo foco, ou seja, a sensação de dever cumprido permite uma maior entrega também à descontracção, e aos poucos a rotina entra facilmente na vida do estudante.

crédito imagem| pinterest


11 novembro 2015

jogo de memória


Há formas divertidas de estimular a concentração e consequentemente a memória. Esta ideia chamou a minha atenção, porque pode ser feita em casa por educadores, professores e técnicos (basta encontrar um pouco de tempo). Ainda para mais o material é simples e de fácil aquisição. Este memo onde escolhemos as fotografias que entendermos pode assim estimular o foco (sendo esse o objectivo) e recordar momentos agradáveis. Para os mais velhos, os seniores, pode muito bem ser usado para  mesmo efeito, estimular o o foco e recordar momentos agradáveis, incitar a memória, treinando o cérebro e reforçando as emoções de bem estar e auto estima.

Jogo de memória em madeira
Material:
12 círculos em madeira
tinta à escolha para pintar
12 fotografias de cada imagem escolhida (2 de cada)

Imprimir 12 fotografias (2 de cada), ou caso não o possa em casa, fazer num local apropriado. Pintar os círculos de madeira com as cores escolhidas, pintando 2 círculos na mesma cor e deixar secar, não esquecer no entanto que as fotografias serão coladas ao acaso independentemente da cor do círculo.
Um jogo divertido para jogar com os mais novos e graúdos.


crédito de imagem|Dear Lizzy

10 novembro 2015

Trabalhando a concentração



Tal como o corpo, o cérebro deve ser exercitado e reforçado através de alguns exercícios de forma a estimular o foco, a memória e a concentração. 
Tenho vindo a aplicar este tipo de exercícios estimulando a concentração e o foco, principalmente no caso de hiperatividade. No entanto estes e outro tipo de exercícios e jogos, podem ser aplicados a quem necessite de reforçar o foco (alunos que demonstrem dispersão, distracção, alheados do momento presente) e até mesmo a idosos que vão perdendo a capacidade de concentração e memória. Ao procurar a letra ou palavra ou o número (consoante o tipo de exercício) obrigamos o cérebro a focar o essencial, a treinar momentos de concentração em que não nos podemos distrair para encontrar o que procuramos. quando encontramos, surge também uma sensação de concretização sobre o objectivo pretendido estimulando a continuar e melhorar essa nossa capacidade.

créditos destes exercícios aqui e aqui



Aterrámos na Holanda e agora?...


Olhar para a diferença, para a dificuldade em aprender em ajuste ao que achamos 'normal' é mais ou menos descrito por este texto traduzido do trabalho de Corinne Smith e Lisa Strick 

'Frequentemente sou solicitada a descrever a experiência de criar um filho portador de deficiência, para tentar ajudar as pessoas que nunca compartilharam dessa experiência única a entender, a imaginar como deve ser. É mais ou menos assim... 
Quando você vai ter um bebé, é como planear uma fabulosa viagem de férias - para a Itália. Você compra uma penca de guias de viagem e faz planos maravilhosos. O Coliseu. Davi, de Michelangelo. As gôndolas de Veneza. Você pode aprender algumas frases convenientes em italiano. É tudo muito empolgante. 
Após meses de ansiosa expectativa, finalmente chega o dia. Você arruma suas malas e vai embora. Várias horas depois, o avião aterra. A comissária de bordo chega e diz: "Bem-vindos à Holanda". 
"Holanda?!? Você diz, "Como assim, Holanda? Eu escolhi a Itália. Toda a minha vida eu sonhei ir à Itália." 
Mas houve uma mudança no plano de voo. Eles aterraram na Holanda e é lá que você deve ficar. 
O mais importante é que eles não te levaram para um lugar horrível, repulsivo, imundo, cheio de pestilências, inanição e doenças. É apenas um lugar diferente. 
Então você deve sair e comprar novos guias de viagem. E deve aprender todo um novo idioma. E vai conhecer todo um novo grupo de pessoas que nunca teria conhecido. 
É apenas um lugar diferente. Tem um ritmo mais lento do que a Itália, é menos vistoso que a Itália. Mas depois de você estar lá por um tempo e respirar fundo, você olha ao redor e começa a perceber que a Holanda tem moinhos de vento, a Holanda tem tulipas, a Holanda tem até Rembrandts. 
Mas toda a gente que você conhece está ocupado a ir e a voltar da Itália, e todos se gabam de quão maravilhosos foram os momentos que eles tiveram lá. E toda sua vida você vai dizer "Sim, era para onde eu deveria ter ido. É o que eu tinha planeado." 
E a dor que isso causa não irá embora nunca, jamais, porque a perda desse sonho é uma perda extremamente significativa. 
No entanto, se você passar sua vida de luto pelo facto de não ter chegado à Itália, você nunca estará livre para aproveitar as coisas muito especiais e absolutamente fascinantes da Holanda.'

02 novembro 2015

Foco na Tarefa x Foco no Resultado


Quando não se obtém o resultado esperado, é necessário observar e mudar o foco na tarefa. O foco na tarefa e nos resultados devem estar alinhados.

22 outubro 2015

Educação Sensorial


Aprendemos através dos sentidos. Utilizamo-os a toda a hora percepcionando o mundo que nos rodeia. Por detrás de cada sentido está um órgão que comunica com o nosso cérebro e nos permite apreender conceitos, situações, vivenciando e lidando com o que vamos sentindo. Aprendemos todos os dias por meio destes órgãos e em situação de dificuldade podemos estimulá-los, treiná-los. Desta forma podemos através de jogos sensoriais enriquecer o sistema cognitivo da criança, bem como emocional, social e físico.


20 outubro 2015

Mindfulness como ajuda no défice de atenção


Temos vindo a escutar cada vez mais os benefícios do mindfulness. Uns mais cépticos do que outros, mas todos falam e escutam.
E se esta (nova) forma de meditar, esta nova forma de estar no momento presente, de prestar atenção a um objecto ou pensamento no momento presente sem avaliação do mesmo, viesse trazer um benefício a crianças que sofrem de distúrbios de atenção. E se podermos aproveitar e ensiná-la em salas de aula, em casa, em comunidade para que aprendam a aquietar a mente, o corpo e desse modo ganhar espaço para uma aprendizagem mais livre e segura, devolvendo  ao aluno a confiança em aprender e até mesmo à sociedade onde se insere. Claro que para crianças hiperativas ou com défice de atenção os exercícios têm de ser ajustados e mais curtos, mas com o intuito de progressivamente irem aumentando o seu intento. Mas, porque não começar a incorporar em sala de aula, em consulta, em casa, em actividades simples os exercícios de mindfulness adaptados para crianças com dificuldades na aprendizagem cuja maior perturbação incide no défice de atenção e foco.

Este artigo fala um pouco sobre como pode ser benéfico. Atenção, que não pretende substituir estratégias ou técnicas desenvolvidas para a melhoria do estado da criança, mas pode ser mais uma grande ajuda nesse caminho.

19 outubro 2015

Para trabalhar a memória


Imagem| Pinterest

Discalculia. Sintomas


Dificuldades de Aprendizagem


Dificuldades de Aprendizagem, o que são?

De uma forma sucinta as dificuldades de aprendizagem reflectem a  incapacidade ou o impeditivo para a aprendizagem da leitura, da escrita,  do cálculo ou para a aquisição de capacidades sociais. Deste modo, o aluno pode apresentar problemas na resolução de algumas tarefas escolares e serem ‘fabulosos’ a resolverem outras, significando que podem ter uma inteligência média ou acima desta, apresentando  um bloqueio na aprendizagem em determinada tarefa ou área.

A definição que parece ser a mais aceite internacionalmente, é a que figura na Public Law 94-142, hoje denominada Individuals with Disabilities Education Act (IDEA), diz o seguinte:

‘ Dificuldades de aprendizagem específica’ significa uma perturbação num ou mais dos processos psicológicos básicos envolvidos na compreensão ou utilização da linguagem falada ou escrita, que pode manifestar-se por uma aptidão imperfeita de escutar, pensar, ler, escrever, soletrar, ou fazer cálculos matemáticos. O termo inclui condições como problemas perceptivos, lesão cerebral, disfunção cerebral mínima, dislexia e afasia de desenvolvimento. O termo não engloba as crianças que têm problemas de aprendizagem resultantes principalmente de deficiências visuais, auditivas ou motoras, de deficiência mental, de perturbação emocional ou desvantagens ambientais, culturais ou económicas (Federal Register, 1977, p.65083, citado por Correia, 1991), (Correia, L.M. Dificuldade de Aprendizagem, Biblioteca Digital).

12 outubro 2015

Gestão do estudo


Escutar que ficou motivada para estudar (quando tantas vezes sem conta disse que não gostava da escola e que não servia para nada), após um esquema simples em como gerir tempo, esquematizar o estudo e organizar mediante a matéria dada, aprender a focar o essencial, sublinhar, resumir e colocar por tópicos para depois escrever por palavras próprias, desenhou-me um largo sorriso no rosto!

09 outubro 2015

Criar histórias com dados


De forma lúdica este jogo permite construir uma (várias) história estimulando a criatividade e ajudando sobre dificuldades de aprendizagem. Explora-se o vocabulário e recriam-se novas histórias que podem ser escritas num caderno à parte, melhorando também a escrita. O jogo favorece também a memória.

O objectivo é estimular o imaginário da criança, permitindo-lhe explorar sensações, emoções e reconhecimento da sua realidade. Que ultrapasse a dificuldade em escrever a palavra que costuma ser um desafio para escrever correctamente. Um jogo que reforça o desenvolvimento de forma divertida.

07 outubro 2015

Ludoterapia


Saiba que a ludoterapia, através de actividades lúdicas como o desenho, o brincar, o jogo, colagens, histórias facilita a reorganização emocional da criança permitindo-lhe ultrapassar dificuldades de aprendizagem, entre outros. É aplicada em crianças entre os 3 e os 12 anos.
imagem| Pinterest

05 outubro 2015

Aprende-se através do jogo


Imagem retirada aqui
                                         

01 outubro 2015

O uso do tablet


Mais uma vez fica o alerta. Tudo deve ser feito com peso e medida. Encontrar novas estratégias que se adaptem ao ritmo e rotina da família, e encontrar novas formas de estar em família. Não nos esqueçamos do exemplo que somos. A tecnologia veio para ficar, não há como negar isso, e por um lado ainda bem, temos mais a ganhar, no entanto teremos que encontrar forma de ajustá-la melhor às nossas necessidades e rotinas de forma a que não sejamos 'escravos' da mesma. Uma criança pequena necessita de imaginar, criar brincadeiras, jogos e diversão e relacionar-se com os seus pares, é assim que vai construindo a sua personalidade e o seu mundo, incorporando a sua realidade e aceitando-a através do brincar. Uma aplicação num tablet ou computador usada mais do que uma hora por dia, retira-lhe essa possibilidade já que o jogo brinca por ela. É a fase mais crítica no acto da recriar realidades através do brincar, e tão necessário para se desenvolver e crescer. Toda a sociedade deverá rever valores e maneira de estar face à época em que vivemos, o exemplo que damos quando estamos grande parte do tempo com o telemóvel na mão ou a responder a emails ou a navegar na internet e redes sociais. Creio que haverá tempo para tudo, e um jogo virtual pode ser benéfico mas não pode substituir a capacidade de criar, de imaginar e de fantasiar, e o tempo  despendido pelas crianças cada vez mais novas é bem superior ao que é aconselhável. Penso que se cada um de nós fizermos a nossa parte com a nossa família, dedicarmos-nos mais uns aos outros, retirar tempo do dia corrido a recriar jogos ou permitir-lhes que encontrem formas novas de brincar por eles, poderemos reestruturar a sociedade, tornado-a mais apelativa e funcional, permitindo um melhor desenvolvimento pessoal e emocional.

Artigo completo aqui


Imagem| Sol

21 setembro 2015

Ser (ao ter)*

Ter boas notas. Ter sucesso. Ter uma profissão com futuro. Ter um futuro. Tudo isto faz parte das crenças que nos passaram na infância e ao longo do nosso crescimento. É normal que estejamos também hoje, a passar aos nossos filhos estas mesmas crenças. Principalmente em tempos mais difíceis com os que temos vindo a viver. Antes de aplaudirmos o Ter, sejamos apenas, num simples Ser. Quanto mais cedo nos forcarmos num ser, perceberemos que ter não é o mais importante. Claro que devemos transmitir aos nossos filhos e educandos que sem sonhos, objectivos e método manter-nos-emos como na casa de partida de um jogo de tabuleiro, sem movimento algum. Mas antes de ter, sejamos. A vida frenética que andamos a levar está a distanciar-nos de nós, da nossa família, do nosso círculo de amigos. Andamos a perder identidade abraçando as crenças que nos convenceram sobre felicidade. Aquilo que proponho nos próximos tempos, nuns breves instantes em família no final do dia, ao jantar, ou depois do banho, ou mesmo antes de os miúdos se irem deitar, é que encontrem formas de jogar e brincar, darem espaço ao lazer. Encontrar um jogo que funcione convosco, com a vossa família, com o qual se identifiquem e permita o vosso foco total, a vossa entrega uns aos outros. Brincar com palavras. Com números. Com charadas. Criar memórias e senti-las, sem se aperceberem tanto assim que estão novamente a desenvolver o vosso Ser.


Ser amigo. Ser família. Ser amável. Ser gentil. Ser honesto. Ser humilde. Ser verdadeiro. Ser em paz. Ser inteiro. Ser tu mesmo. Ser feliz.

* Em breve irei dar alguns exemplos de jogos que poderão desenvolver de acordo com a vossa dinâmica familiar, aquele que melhor sentirem que se ajusta.

Linguagem Positiva


Neste regresso às aulas, façam por usar palavras positivas, escrevê-las em pequenos post-it's e levá-las sempre convosco. Coloquem pequenos papéis com essas palavras nos estojos, cadernos, livros. Transformar o não em sim, o não consigo pelo vou conseguir, vou tentar, vou fazer, mais uma e outra vez...abraçar uma linguagem mais positiva, que aos poucos vai dando lugar a pensamentos mais positivos, e nesse caminho, uma aprendizagem diferente. A coragem vem de dentro, mesmo que tímida por vezes e é normal, mas permitam que ela ganhe força e voz e se expanda, e contagie quem estiver por perto.
Bom início de aulas.

16 setembro 2015

Emoções vs Aprendizagem


A prevenção é importante. Para os mais pequenos que nem sempre conseguem lidar  ou perceber as emoções, podemos realizar um trabalho com material simples, que lhes permite ir desenvolvendo a inteligência emocional. Com os mais crescidos há outras formas de os ajudar a compreender o lado emocional, que lhes permitirá uma maior disponibilidade ao processo de aprendizagem.
Porque me sinto triste? Porque me sinto zangado? Que sensação é esta que me faz querer algo e quando não consigo, fico irritado? Como consigo ultrapassar?...

O apoio psicopedagógico facilita este caminho através de jogos  lúdicos, desenhos que viram histórias, através do qual a criança vai-se conhecendo, aprendendo a gerir as suas emoções e ultrapassar alguns bloqueios que a impedem de aprender, permitindo à família a base necessária para o seu bem estar.
Imagem retirada do pinterest

15 setembro 2015

Actividades lúdicas


Os jogos são um apoio fundamental para um bom desenvolvimento do crescimento do indivíduo. Além disso permite ao profissional, independentemente da área, conhecer o aluno e as suas dificuldades, os seus gostos, o seu à vontade, os pontos fracos e os pontos fortes.
Tornar um momento de maior angústia em diversão não significa apenas ultrapassar dificuldades, entraves ou bloqueios, acima de tudo permite ao indivíduo conhecer as suas capacidades, o que sabe, o que necessita apreender para ir mais além e reconhecer em si a capacidade de aprendizagem possível a qualquer um, respeitando o seu ritmo. Reforça também a auto-estima e despoleta a motivação em querer continuar a aprender a aprender.

Em casa, os pais poderão também desenvolver algumas actividades mais lúdicas que reforcem a aprendizagem e o conhecimento. Através da brincadeira, de jogos, o núcleo familiar torna-se mais unido, coeso e muito importante, divertido.

Através do jogo, o psicopedagogo trabalha algumas das dificuldades que lhe são reportadas, diagnosticadas, no sentido de facilitar uma melhoria no caminho contínuo do conhecimento e compreensão do que é transmitido ao aluno/adolescente.

Aqui deixo alguns exemplos do que podemos fazer, de forma a tornar agradável a compreensão sobre algo que por vezes gera bloqueio e ansiedade.
Fracções com lego. 

Fracções
Somar com lego

Somar com vários tipos de material

Somar com lego

Jogo de número. 
 Imagens retiradas do pinterest

11 setembro 2015

Determinação


É necessário acreditar mais em nós, nas nossas capacidades, e nos focarmos naquilo que realmente queremos. Despender energia no que não queremos é perda de recurso, perda de tempo, e de real energia tão necessária ao que desejamos. O foco de mãos dadas com a disciplina tem uma força enorme na vida de cada um de nós. E tudo o resto se desenlaça através de circunstâncias necessárias ao nosso crescimento. Acreditar que se é capaz, mesmo com o bichinho do medo a devorar o sonho por detrás do pano do nosso imaginário, é o caminho que temos de seguir, ir em frente, mesmo com medos. Seguir em diante, sabendo que se vai errar, e aprender com o erro ou erros. Cair e levantar em seguida, sabendo que o sonho é possível de ir ao encontro de tantos aqueles que queres tocar, orientar, ajudar, apoiar e continuar a aprender e crescer. Não desistir ao primeiro desânimo do que se quer, é caminho andado para ir em frente. Devemos sim, estimular o mais precocemente essa vontade nas crianças facilitando-lhes a descoberta do que gostam, do que conseguem fazer, mesmo quando são mais atabalhoadas no movimento, porque nesse caminho de descoberta, reforçam a auto-estima, a motivação e aprendem a gerir frustração, aprendem o significado da palavra resiliência. E nesse caminho, a descoberta do que gostam, do que as preenche, descobrem dentro delas um adolescente com objectivos, e um adulto capaz de realizar o que se predispôs, estando mais alinhado consigo mesmo.
Nunca é tarde para se redescobrir. Começa  já hoje a colocar-te algumas perguntas, a verificar que caminhos gostarias de percorrer, que mudanças gostarias de ver na tua vida, que exemplo pretendes ser para os teus. Acreditar em ti não é opção, é o teu caminho.

09 setembro 2015

Medos Infantis mais comuns


Nem todos têm de sentir exactamente nesta faixa etária, uns sim, outros mais tarde ou até mesmo mais cedo, no entanto fica aqui um pequeno resumo para que possamos perceber que faz parte e que com colo e paciência, o reforço da segurança é imprescindível para o bom desenvolvimento da criança enquanto indivíduo.

Retirado daqui

27 julho 2015

Trabalhar a Auto Confiança


Para conseguirmos desempenhar o nosso papel enquanto pais e educadores, a auto confiança é fundamental. É ela que nos ajuda a enfrentar os desafios diários. Façamos pequenos exercícios estimulando ou desenvolvendo a nossa auto confiança. No final do dia recorde tudo o que fez de extraordinário e positivo. Identifique os seus valores mais importantes. E não se esqueça que é o maior especialista na sua família, na sala de aula. Valorize mais o seu trabalho diário que permite melhorar o dia a dia dentro do seu núcleo familiar e profissional. Trabalhando a auto confiança é um primeiro passo para um maior equilíbrio no apoio aos seus educandos e alunos. Comece desde já a ter uma perspectiva positiva perante as situações. Não se esqueça, aprendemos com os exemplos. Comece a ser o exemplo que deseja na vida dos seus filhos e/ou alunos.

03 julho 2015

Brincadeiras feitas em casa

Época de férias, não tem de significar ficar-se prostrado em frente a uma televisão, ou ir a banhos com amigos e família um dia inteiro apenas a olhar o mar. Podem aproveitar esta altura mais serena (e merecida) para brincar, jogar mais ainda,  criar coisas novas e na companhia das vossas pessoas. Ao caminharem no mundo da criatividade e do lúdico, continuam a exercitar o cérebro de forma divertida e descontraída, facilitando o vosso trabalho aquando o regresso a mais um ano lectivo.
Sudoku

Aqui podem retirar várias ideias. E podem alterar os jogos, adaptando ao vosso gosto. Experimentem.
imagem | reab.me

01 julho 2015

Autismo. De que forma o psicopedagogo pode ajudar.



Falemos hoje um pouco sobre o autismo. Trata-se de um síndrome por ter um conjunto de sintomas ao nível da interacção social, uso da comunicação e da imaginação. Não tem cura. O psicopedagogo funciona como agente inclusivo na escola e sociedade, um mediador entre o aluno-escola-família facilitando a comunicação com estes dois pilares no desenvolvimento do autista. Saiba que na sala de aula o psicopedagogo pode ser um mais valia no sentido de elaborar estratégias de ensino que podem ser adaptadas, desenvolvendo um plano que vá ao encontro da necessidade individual. O desafio é precisamente o de conseguir adaptá-lo para que a aprendizagem seja funcional, que estimule o desenvolvimento da autonomia da criança/indivíduo autista. É importante que o psicopedagogo conheça quais são as limitações e quais os desafios a serem incluídos no dia a dia de modo a elaborar uma proposta pedagógica individualizada e ao mesmo tempo que não altere a dinâmica do grupo. Por exemplo, ajustar o quadro diário das tarefas a desenvolver, estabelecendo as rotinas do dia utilizando figuras para que seja compreensível para o autista, permite uma maior relevância no seu desenvolvimento. A decoração da sala de aula também pode ser ajustada, diminuindo a poluição visual e reforça o foco pretendido, não só pelo autista mas por todos os alunos da turma. É importante que haja uma boa comunicação com o professor, permitindo uma relação de trabalho em sala mais acessível e plena. O psicopedagogo pode orientar o professor na confecção de materiais que facilitem uma melhor compreensão e aprendizagem do aluno autista inserido numa turma regular que também por sua vez poderá usufruir deste plano adaptado, contrapondo a ideia de que pode ser prejudicial aos alunos sem perturbações ou dificuldades. É importante organizar e estruturar os materiais devido à tríade imaginação, comunicação e comportamento, porque o autista não sabe brincar, criar e jogar como os alunos regulares. O psicopedagogo deve sempre trabalhar no sentido de minimizar as limitações e maximizar as potencialidades, não esquecendo de estruturar uma intervenção adequada considerando as características individuais do aluno (paciente).

Ficam aqui apenas alguns traços de um caminho a ser trabalhado. Em breve mais informação irei disponibilizar, com algumas actividades e ideias para materiais a fazer no futuro caso achem pertinentes de utilizarem.
imagem| google

19 junho 2015

Tarefas que se podem transformar num jogo de brincar



Sabemos que se torna mais fácil para as crianças pequenas aprenderem e colaborar através de jogos e do brincar. As tarefas que lhes vamos pedindo de acordo com o grau de desenvolvimento podem deixar de ser um tormento para pais e até mesmo professores e educadores quando lhes apresentamos o pedido em forma de desafio, de jogo, de brincadeira. A participação torna-se mais alegre, mais disponível, e começam a ganhar esse hábito de entre ajuda, de colaborar, o espírito de equipa começa a ganhar forma em tenra idade, aprendem através deste brincar. Por vezes debatemo-nos porque desejamos que as crianças comecem a ter algum sentido de responsabilidade e muitas vezes deparamo-nos com situações menos fáceis, de birras, de desmotivação, e de algum cansaço. Um local organizado permite uma maior tranquilidade e nesse sentido uma melhor predisposição à aprendizagem. As crianças, como disse anteriormente, de acordo com a sua idade e grau de desenvolvimento têm maior facilidade de colaborar se sentirem que participam num jogo, além disso podem usufruir da companhia e presença dos pais e educadores que os ajudam a crescer.
Há diversas tarefas apropriadas que as crianças podem fazer na fase da arrumação em casa ou na escola, dependendo da situação (no caso da escola, em sala de aula por exemplo, na hora de organizar material ou de o arrumar). 
Pense em criar tabelas com diferentes actividades para cada semana. Para diversificar, escreva todas as tarefas em pedaços de papel e coloque-os dentro de um copo ou taça. Peça para que as crianças sorteiem pedaços de papel do copo ou da taça e desenhe o esquema semanal com essas tarefas. As tarefas serão completamente aleatórias, e assim cada um fica com uma diferente em cada semana.


Jogos de limpeza

Depois de decidir em quais tarefas as crianças podem ajudar na limpeza da casa, é hora de deixar essas actividades com ar de brincadeira. As sugestões podem ser adaptadas para os jogos de limpeza de acordo com a idade, do interesse e das habilidades das crianças.
Roupa suja
Separe as meias das roupas que acabou de lavar e desafie quem consegue encontrar mais pares no menor espaço de tempo.
Desafie quem dobra as camisolas mais rápido.
Brinque ao serviço de entrega de roupa para guardar as que estão limpas nos armários e gavetas.
As crianças mais pequenas vão gostar de aprender a apertar os botões da máquina de lavar.

Limpeza do quarto
Brinque às lojas, faça pedidos dos itens que estão no chão e devem ser entregues à prateleira ou à caixa de brinquedos.
Escolha uma música que eles gostem e aumente o som e dancem enquanto arrumam a cómoda.
Use um cronómetro e ofereça um prémio para quem terminar primeiro de arrumar o próprio quarto.
Pratique habilidades com bolas de roupas, colocando as peças sujas no cesto de roupa a uma determinada distância.

Limpeza da cozinha
limpem fantasiados de empregados de mesa ou mordomos de uma mansão (a vossa).
Faça com que as crianças se sintam num filme de acção dando-lhes missões para cada uma.

Compre equipamentos de limpeza de brinquedos de cores coloridas (para os mais pequenos).
Finja que está a fazer um anúncio de um produto de limpeza que está autilizar.

Uso de tabelas de recompensa
As crianças respondem bem a elogios e reconhecimentos, é importante que o faça. Se elas sentirem que fizeram um bom trabalho e se divertiram, é provável que queiram continuar a participar nas tarefas de casa (ou escola). Uma maneira de reforçar positivamente as actividades é criar uma tabela de recompensas para elas, com uma estrela ou uma cara feliz para cada tarefa concluída com êxito. Uma semana com todas as tarefas concluídas pode gerar uma recompensa, como o prato favorito dela, um passeio a um local desejado, ao parque para fazer um picnic em família, uma actividade diferente do habitual, uma sessão fotográfica feita em família, etc.


Imagem retirada do google







18 junho 2015

Brincar vs Crianças Inteligentes e Felizes


As brincadeiras na infância permitem que as crianças cresçam mais inteligentes e felizes, e que, enquanto adultos, se o souberem fazer de forma continuada, se tornem mais inteligentes, explica Stuart Brown, fundador do National Institute for Play, como noticia a publicação do Sapo Lifestyle, O Nosso Bebé.
O investigador defende que brincar faz bem à saúde. De acordo com o psiquiatra internacional, é grande a importância das descobertas científicas que têm surgido em torno dos primeiros contactos entre as mães e os seus bebés, conforme revela numa conferência no TED.
“Quando a mãe e a criança cruzam os seus olhares e a criança tem idade suficiente para sorrir, o que acontece – espontaneamente – é uma grande alegria por parte da mãe. E ela começa a balbuciar e a sorrir, e assim também faz o bebé”, diz Stuart Brown.

Por isso aproveitem ao máximo cada momento de lazer, principalmente agora que terminou o ano lectivo. Descontrair, rir, brincar e conviver são a regra de ouro nas férias.

17 junho 2015

Saliente mais o que acertou do que errou


Em vez de salientar que o aluno cometeu 3 ou 5 erros, opte por realçar que acertou em 95 ou 97 palavras. Promova a motivação reforçando pela positiva, pelo que conseguiu fazer e pode ainda melhorar. O mesmo pode ser feito em casa, pelos pais e educadores. Aquando acompanha o seu filho em casa num ditado ou apenas num texto que ele escreveu, seja devido a TPC ou porque lhe pediu, seja cuidadoso na maneira como vai alertar para os erros a serem corrigidos. Comece a elogiar a quantidade de palavras que conseguiu escrever sem qualquer tipo de falha, na pontuação que na maior parte do texto está aplicada correctamente. Depois, com afecto no discurso, alerte para os erros, ajude-o a verificar num dicionário como se escreve a palavra de forma correcta, aponte para o facto de que essa palavra tem também uma explicação, sinónimos e que pode ser utilizada noutro contexto. O mesmo se pode passar numa sala de aula com os alunos, principalmente aqueles que se desmotivam facilmente, e ganham receio em falhar. Lembrar que é através do erro que se vai acertando, corrigindo e melhorando. Opte por um discurso positivo, quebre a forma como a sociedade tem vindo a transmitir saber. Chegar mais perto do aluno, filho, indivíduo, por meio de afecto, não significa fraqueza, pode manter a firmeza na transmissão de saber, elogiando o que já consegue fazer, reforçando que há um caminho a melhorar, e que com o tempo, ele vai conseguir da mesma maneira que já conseguiu tantos outros feitos.

04 junho 2015

Alimentação vs Concentração


Todos nós sabemos que uma alimentação saudável e equilibrada permite um melhor desempenho nas atividades pedagógicas.  E mesmo que o ano lectivo esteja prestes a terminar, devemos manter esse equilíbrio. Há alimentos que  permitem um melhor desempenho do cérebro, aumentando a concentração e o poder de raciocínio. 
Nestas férias as crianças e adolescentes deverão brincar, relaxar, usufruir de tempos de lazer para descomprimir dos compromissos, exigências e objectivos propostos, mas deverão continuar munidos de uma rotina que lhes permita manter as capacidades adquiridas ao longo de um ano lectivo de trabalho.
Por isso não devem esquecer de continuar a comer com maior frequência estes alimentos que vos indico:

Leite (2 copos por dia)

Ovos, são um alimento muito rico em vitamina B12 que é importante na produção de glóbulos vermelhos e manutenção do sistema nervoso saudável.

Peixe, como por exemplo atum, o salmão e a sardinha, muito ricos em ómega 3, são óptimas opções para ajudar o cérebro a trabalhar melhor. Ómega 3 é a chamada gordura boa e também um dos componentes elementares da membrana externa das células cerebrais, através das quais se transmitem os sinais nervosos.

 Açafrão, uma especiaria que ajuda no foco e em atividades mais complexas.É um poderoso antioxidante, anti-inflamatório que ajuda na prevenção de doenças neurológicas além de combater os radicais livres ocasionados pelo stress.

Chocolate (de preferência o negro com maior teor de cacau)

Vegetais como o tomate (rico em vitaminas A, B e C) e beterraba (tem muita vitamina B e potássio). Os espinafres também são uma fonte de vitaminas, manganésio, ferro, fósforo e zinco. 

Bróculos, amigos da concentração, têm muita vitamina A e C, além de cálcio e potássio.

Óleos vegetais e sementes oleaginosas como as nozes.
Azeite, útil na melhoria do foco no trabalho, por possuir vitamina E.

Cereais como o arroz e o trigo.

Fruta que devem diversificar ao máximo, no entanto as bananas são ricas em ferro. Frutos vermelhos (morangos, amoras, framboesas, mirtilhos). Maçãs. Laranjas.

Fisetina é uma substância que existe nos frutos vermelhos e que desencadeia um processo que permite que o cérebro guarde memórias com maior facilidade e estabeleça relações mais fortes entre os neurónios, além de também estimular o amadurecimento das células nervosas. Além dos frutos vermelhos, a fisetina também existe nos espinafres, uvas, pêssegos e quivis.

Água (litro e meio de preferência)

Chá verde, possui flavonoides, o que facilita a irrigação das células, inclusive as do sistema nervoso. 

26 maio 2015

Hiperatividade


Como identificamos crianças hiperativas?

Uma vez que as crianças hiperativas constituem  um grupo muito amplo, diversificado e heterogéneo no que concerne a condutas manifestadas, os ambientes em que estas surgem e a causas que parecem justificar o aparecimento da conduta, é importante definir um critério ou critérios que possam enquadrar e diferenciar de outras crianças que possuam outro tipo de problemas.
Podemos dizer que o diagnóstico da hiperatividade fundamenta-se nos seguintes aspectos:

. Conjunto de sintomas básicos: falta de atenção, inquietude e mobilidade excessiva.
. A estimativa de gravidade dos problemas, tomando como referência a idade e o nível intelectual da criança.
. Avaliação do carácter permanente ou situacional das alterações.
.Observação directa dos sintomas.
. ausência de psicose e distúrbio afectivo.
. Início precoce e persistência dos sintomas.

A hiperatividade pode ser notada em várias fases do desenvolvimento da criança, seja quando ainda é bebé, ande no pré-escolar, escolar ou adolescência. No entanto, o mais comum e mais fácil de diagnosticar é no período pré-escolar, visto que nesta fase a criança mostra mais a sua inquietude em relação a tarefas que lhe foram propostas.

As várias fases no desenvolvimento de uma criança hiperativa.

O que vemos no comportamento hiperativo do bebé?
No bebé podemos verificar algumas características, tais como: 
- muito chorão e sem causa aparente
- inquieto
- apresenta dificuldade para conciliar o sono
- período de sono curto
- voracidade a mamar
- cólicas abdominais frequentes e exageradas
- persistente desconforto e insatisfação 

As manifestações anteriormente indicadas podem desaparecer após alguns meses, mas podem persistir sem interrupção até a idade pré-escolar ou mesmo além deste período. Deverá ser acompanhado por um pediatra de forma a verificar a evolução e também apoio aos pais que lidam com ele.

Consideramos que estamos perante uma criança hiperativa no pré-escolar quando a criança se mostra:
- inquieta
- impaciente
- tem um espírito destrutivo
- fala muito e rápido
- tem baixa tolerância à frustração
- não tem noção de perigo
- não se fixa muito num só brinquedo
- distrai-se com muita facilidade

NA escola, e dado que é nesta fase em que a criança nos chama mais a atenção para a hiperatividade, podemos ver sintomas como:
- ao brincar, não se conseguem fixar durante algum tempo numa determinada atividade
- mudam rapidamente de uma atividade para outra, acabando por se desinteressar com muita facilidade
- trocam de brinquedo frequentemente por não se satisfazerem por muito tempo com o mesmo
- têm um espírito destrutivo com objetos e brinquedos
- não conseguem ficar sentados à mesa durante a refeição
- vêem televisão por tempo limitado, e mesmo assim inquietos
- falam muito e mudam de assunto rapidamente sem concluírem o pensamento anterior
- têm dificuldade em acatar ordens

Num adolescente hiperativo podemos verificar alguns sintomas como:
- impaciência
- inquietude
- falta de adaptação social
- falta de energia para executar tarefas
- baixa auto-estima negativa

Como técnica psicopedagógica podemos utilizar o brincar e o jogo de forma a auxiliar na atenção, memória, foco e concentração da criança/adolescente/aluno com hiperatividade e com défice de atenção.

Através do jogo o indivíduo pode lidar consigo,reconhecer-se e aprender a concentrar-se mediante a tarefa que acaba por ser lúdica. Alguns dos jogos abaixo descritos permitem uma ajuda para outro tipo de tarefas solicitadas em casa ou na escola.

Puzzles
É um tipo de jogo/brinquedo que desafia o pensar, a inteligência. Estimula a concentração, memória e raciocínio.

Jogos de memória
O jogo de memória estimula o pensamento, a memorização, a identificação de figuras, o conceito do igual e do diferente, permitindo também a concentração no decorrer do jogo. Neste processo exercita-se  pensamento e a inteligência. 

Brinquedos e Livros
Os brinquedos que prendem a atenção e ajudam na coordenação motora ajudam na memória e hiperatividade.Os jogos de consola devem ter um tempo limite de utilização.
Nos caso dos livros e de forma a incentivar a leitura, deve-se escolher livros com letras grandes (no caso dos mais novos), frases curtas, com muitas figuras, de histórias curtas mas interessantes.

Jogos de Tabuleiro e cartas
Deverá ser levado em consideração o nível cognitivo da criança e a sua necessidade. São bons auxílios no raciocínio lógico de dedutivo, na atenção, concentração, memória, comunicação, leitura e compreensão,e interacção com o grupo. 


Imagem|Google

13 maio 2015

Inteligência Emocional


Sempre defendi a importância da Inteligência Emocional nos nosso dias. A Inteligência Emocional deverá ser estimulada o mais cedo possível nas crianças de forma a que ao longo do seu crescimento e desenvolvimento consigam lidar com o dia a dia e os desafios que se lhes são colocados. Lidar com as próprias emoções, sentimentos, permitirá tornarem-se num indivíduo mais forte e capaz ao longo do seu percurso de vida, enfrentando as adversidades com mais destreza. A autora transmite algumas estratégias a pais e profissionais que lidam com crianças desde o nascimento de forma a que aprendam a gerir melhor o seu dia a dia e a sua aprendizagem.

'Embora exija treino, existem várias formas de estimular a Inteligência Emocional nas crianças, sendo que esta pode e deve ser estimulada desde o nascimento, através das crescentes interações entre o bebé e as figuras de vinculação e, à medida que as crianças vão crescendo, através da qualidade das interações da criança com os outros. A vida diária é uma ótima escola de aprendizagem para o desenvolvimento da Inteligência Emocional, pelo que ajudar a criança a resolver os desafios que surgem diariamente será um excelente ponto de partida para criar uma criança emocionalmente inteligente. Os pais ou cuidadores estão na primeira linha de ação enquanto preparadores emocionais dos seus filhos.´

Ver texto completo aqui

11 maio 2015

Discalculia


Comunicação (entre aluno e professor)


A comunicação em sala de aula durante o processo de ensino e aprendizagem é muito importante. O discurso do professor sobre um determinado tema pode por vezes falhar ou estar desajustado de acordo com a apreensão de cada indivíduo. Pode acontecer, afinal trata-se de uma turma com um número elevado de alunos e nem sempre é possível ajustar  a aula a cada um de forma individual. Após um primeiro diagnóstico das eventuais dificuldades e um plano de intervenção, a orientação do psicopedagogo e seu trabalho articulado com o do professor titular ou o profissional responsável pelo apoio ao aluno, poderá criar uma oportunidade de melhoria no desempenho do mesmo. A forma de transmitir a matéria, ensinar ou criar novas estratégias, o reforço no ensino tem de ser sentido como uma mais valia no caminho da aprendizagem.  Essa comunicação é fundamental. É importante esta  parceria entre ambos os profissionais (psicopedagogo, professor titular e/ou professor de apoio) que pretendem acima de tudo o desbloqueio do que possa estar a impedir a compreensão, assimilação do conhecimento em sala de aula e fora dela. O apoio à direcção da escola, aos professores na adequação de estratégias psicopedagógicas ministrando os conteúdos de acordo com o desenvolvimento do grupo e do indivíduo, e também na comunicação com os pais, permite o que todos os envolvidos desejam, o bem estar e sucesso do aluno de acordo com o seu grau de escolaridade. 

O reforço e comunicação positivos, o romper a barreira da cultura e preconceitos são o caminho necessário. Focarmo-nos mais no que o aluno consegue e não tanto no que não consegue, ajustar a informação. Estimular um vínculo entre as partes e desenvolver trabalho a partir daí para que o aluno volte a interessar-se pelo que aprende, para que volte a ganhar entusiasmo ao escutar o professor e o que este lhe transmite. Sendo que também é importante o próprio profissional sentir que criou a metodologia correcta, as técnicas necessárias para que consiga celebrar o processo de ensino-aprendizagem.  


Créditos de imagem| shutterstock

28 abril 2015

Reforçar no dia a dia uma melhor aprendizagem


Para se obter resultados positivos junto da criança/adolescente que apresenta dificuldades nalguma temática a apreender, é necessário por parte das pessoas que lidam com ela (seja o terapeuta, professor, pais, educadores, etc.) sejam persistentes, não desanimem se os resultados não surgirem logo, principalmente quando surgirem novos insucessos após alguns sucessos. Deve dominar a matéria que a criança/adolescente vai aprender com a sua ajuda, estando à vontade com as técnicas/estratégias (educadores e professores). Saber observar e saber quando aplicar essas mesmas estratégias. Não se deve esquecer que as tarefas atribuídas devem ser diversificadas, aposte-se no improviso, nada melhor para a aprendizagem do que transformá-la numa brincadeira agradável. O cérebro adquire melhor conhecimento dessa forma. Ser objectivo numa determinada situação de aprendizagem é importante, de forma a não misturar emoções que interfiram nesse apoio dado, sendo que se uma estratégia não está a funcionar, procurar um outro caminho mais adequado que se adapte melhor e fomente o que é pretendido, a compreensão do que lhe é proposta e melhoria no dia a dia do indivíduo.