11 outubro 2011

Elogio da Velhice


Surgem reunidos pela primeira vez neste volume os mais belos textos dos últimos anos de Herman Hesse.
Cumprida boa parte da obra que o consagrou, Hesse dedica-se aqui ao último desafio da sua longa vida de escritor: aceitar graciosamente a velhice e a proximidade da morte.
Recordações íntimas, pequenos poemas em prosa e em verso, retratos, aforismos, breves tratados filosóficos: tal é a natureza variada dos textos aqui presentes.
O primeiro texto desta colectânea foi escrito aos 43 anos de idade e consiste em impressões acerca da Primavera, o renascer e a renovação da natureza, representadas por um homem a meio da sua vida, consciente da efemeridade e transitoriedade do mundo.
A regeneração da vida que anualmente se repete não é vista como motivo de entristecimento, precisamente porque ele próprio não se encontra já nesse estádio da vida, e sim como uma oportunidade para proceder à transformação e à regeneração interior. 


Faz-nos pensar e acima de tudo, permite-nos identificar com o tipo de caminhada que fazemos, muitas das vezes, sem nos querermos aperceber...

27 agosto 2011

Ser pai ou mãe é o trabalho mais importante do mundo.


"No entanto, pode ser verdadeiramente extenuante lidar diariamente com as teimosias e conflitos dos filhos. Não é fácil encontrar energia e estratégias que transformem comportamentos próprios de crianças em momentos felizes e sem birras. Gerir o stress causado pela correria do dia-a-dia, equilibrar a vida profissional com a vida familiar, impor regras e disciplina, ao mesmo tempo que se desfruta de momentos alegres e tranquilos em família, são alguns dos objectivos que se pode alcançar com os 36 desafios práticos e que são propostos neste livro. O leitor vê aqui a oportunidade de descobrir as estratégias que melhor se adequam a ele e à sua família e de se transformar num pai extraordinário."
Family Coaching de Ângela Coelho, Sandra Belo
At Wook

26 agosto 2011

Hoje...

Proponho uma troca de experiências, trocando dúvidas e questões sobre o que vos preocupam e buscam quando visitam este espaço, tornando-o mais interactivo. Sugiro que seja aberta uma discussão na tentativa de percebermos como podemos ajudar mais e melhor as nossas crianças enquanto pais e profissionais.

Questiono por exemplo:
1. O que fazem quando se deparam com a desmotivação em aprender e saber mais, transmitido pelos vossos filhos/educandos?

2. Quais as estratégias que alguns de vocês aplicam? A quem recorrem?

3. Quando as vossas crianças/adolescentes apresentam um quadro de dificuldades diagnosticadas, onde vão encontrar inspiração para colocar em prática, o que os profissionais vos transmitem?



Caso surjam outras questões, que gostariam de ver aqui discutidas e exploradas, não hesitem, este espaço serve acima de tudo para encontrar melhores caminhos a uma aprendizagem continuada.






 



01 agosto 2011

Aprender a aprender


Este testemunho transmite alguns dos sentimentos de frustração que um(a) disléxico (a) pode sentir, quando nem ele(a) próprio entende o que está a acontecer, porque se esforça tanto e no final, o seu esforço, a sua tentativa, cai por terra...mais ainda, quando diante do seu esforço, não tem um público empático diante de si, mas um grupo trocista que não entende o quanto pode ser angustiante para quem realmente não consegue ir ao encontro do que é expectável pela sociedade educativa...


Mas não é preciso ser-se disléxico, ou ter outro tipo de dificuldades de aprendizagem, para se sentir por vezes angustiado com a expectativa e o peso que se carrega duma sociedade que exige, sem praticar mais vezes, em ambiente escolar, mas também familiar, a escuta, a humildade e a tolerância para os que têm simplesmente um ritmo diferente.

Cada um de nós traz em si, um lugar especial, a ser descoberto e explorado e não deve nem pode ser calado.

O aprender a aprender é um caminho que merece ser trilhado, diariamente, no espaço família, no espaço escola, no espaço sociedade.

19 julho 2011

Influências na Aprendizagem

Há uns anos atrás, li este livro, e hoje ao passear-me pela estante sobressaiu-se-me novamente, despontando em mim aquela curiosidade, avivando leituras e memórias!
Tenho-me questionando porque é que a leitura cativa uns e não encanta outros. Porque é que as letras fazem cócegas, gargalhadas e dançam com algumas crianças de mãos dadas e outras simplesmente lhes viram as costas, recusando-se, negando um prazer que deveria ser intrínseco...

Esta passagem, fez-me pensar:
"Os pais que fazem sempre tudo bem talvez não sejam bons exemplos para os filhos; por vezes, essas crianças sentem que nem sequer vale a pena tentar, uma vez que pensam que nunca serão tão bons como os pais.
O mesmo se passa com os professores. Uma das razões por que as crianças aprendem tão bem com crianças um pouco mais velhas, pode ficar a dever-se, não só ao facto de estas compreenderem a linguagem daquelas e conseguirem falar como elas, mas por serem um  modelo de competência mais útil, pois estão mais perto. Não há dúvida de que é emocionante e inspirador para uma criança interessada em atletismo, músca, dança, arte, teatro ou qualquer outra coisa, ver, de vez em quando , adultos, que realizam estas coisas de forma extraordinária. No entanto, como exemplos para o dia-a-dia, estes peritos são, provavelmente, muito menos úteis do que crianças um pouco mais velhas que fazem as coisas um pouco melhor.(...)"

Isto a propósito, de como uma criança se sente "forçada" a ler como os outros, a reconhecer signos, sons, e sentido na construção de frases e cuja reacção pode ser a inversa àquela que desejamos para ela. Por vezes, deixar que a curiosidade se aproxime da criança, desejar saber e aprender, pode ajudar mais do que lhe apresentar uma série de livros, apontar letras e desenhos incutindo algo para o qual ela pode não se sentir preparada e mais, sentir-se forçada porque assim algo o exige, insurgindo uma negação ao processo de aprendizagem!


"Como aprendem as crianças", Holt, John

11 maio 2011

Ler em conjunto


Ler em conjunto com o seu filho(a) é uma excelente forma de reforçar a relação com a leitura e sons, para além de lhe permitir uma melhor auto-estima, reconhecer palavras, aprende outras desconhecidas, desenvolvendo a linguagem e capacidades de memorização.

Criar um ambiente propício à leitura em casa, podendo ser criado de acordo com a dinâmica familiar, num momento de acalmia, ao deitar por exemplo, lendo pequenos textos durante poucos minutos de forma a permitir-lhe gradualmente ir reconhecendo letras, sons, palavras e associando um momento tranquilo a uma actividade gratificante, como saber ler.

Poderá adquirir alguns livros com pouco texto e gravuras apelativas, numa primeira fase, junto de uma biblioteca ou livraria, variar os temas e ajudando ao estímulo dele(a) para com a leitura.
Aproveite para falar das imagens que lhe mostra, questione sobre as mesmas, sobre os objectos que o texto falou, questione onde está a personagem de que o texto fala, ajude-o a interagir e entrar 'dentro' da história. Cative-o(a).

Dê continuidade a esta actividade, à vossa actividade em conjunto, diariamente, e que se torne um momento empolgante para ambos, permitindo ao desenvolvimento gradual.

25 março 2011

Os Desenhos das Crianças


Os desenhos das crianças são uma deliciosa viagem, que nos permite vislumbrar e tentar perceber cada paisagem da sua comunicação!